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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Eu não vou falar...

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Da sua festa, eu não vou falar que a cerveja estava quente,
nem de que acabou.
Nem que não tinha água com gás, e a normal, também terminou.
Não vou dizer por ai, daquele arranjo que parecia meio cemitério,
ou dos arranjos de mesa, feitos com bouquets de noiva que já secaram.
Não vou contar pra ninguém que a tequila era paraguaia,
nem que aquilo que bebi era pinga pura, daquelas que vem na embalagem de plástico.
Vou fechar minha boca, sobre seus funcionários estarem desmontando tudo enquanto ainda estávamos lá.
Também ficou quietinha sobre o serviço porco do rebaixamento de teto,
Juro, não vou contar pra ninguém que você prometeu um buffet e foi outro,
também fica só entre nós o embromation da banda.
Mas sério, tem uma coisinha, só uma coisinha que eu não posso deixar quieto,
eu preciso falar, eu preciso explodir
PORRA SANDOVAL, A FESTA ACABOU A UMA DA MANHÃ?!
Cacete, onde você aprendeu a organizar uma festa?
Fizesse brotar cerveja, virasse DJ, mas esticasse isso pelo menos mais algumas horas,
UMA HORA DA MANHÃ?!
Não dá,
não dá!!!

Só se eu puder levar todo mundo...

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Toca o telefone, é ele, titio Sandoval: Damaris, nós vamos fazer um jantar assim assim e assado e quero sua opinião, Vitri ou Pahy.
Pausa:
Minha opinião?
Play:
-Olha só Sandoval, o vitri, é no meio de uma favela, onde policia não entra, mas traficante saí, não dá!!!
-E buffet, qual você prefere?
-Disso eu não entendo, liga pra Claudia.

Sim eu e Titio San viramos amigos, Carol cantou as pedras nos comentários do primeiro texto onde esse menino pimpão com cara de bicheiro apareceu...
A tal festa, era pra mostrar que eles são os caras pra organizar um evento.
Representantes mais três pessoas da turma...

-Sandoval, tenho uma noticia boa e uma ruim pra você...
-...
-A boa é que convenci minha turma a te dar uma chance, a ruim é que vão TODOS no seu jantar.

Poisé, eu levei a turma toda...
A parada começava as dez... sete horas tinha jantar da outra empresa... fomos lá que é pra garantir que ninguém teria infecção alimentar de novo...
Depois de Santa Fe quinze pessoas foram hospitalizadas...
e eu me achando especial pelos quarenta graus de febre né!
Quanto a como foi o pancadão do Sandoval... Bom pra explicar fiz até um poeminha. Vou postá-lo como ele merece...

domingo, 6 de setembro de 2009

A caixa de doces.

A gente (Bruna e eu) é palhaça.
Tá, não palhaça dessas que fica falando bobeira na sala de aula, falamos mas nao é disso que se trata,
somos palhaças por profissão.
Todo (...) sabado vestimos nossas roupas coloridas, passamos na cara pancake zanphy e tinta colorida, vestimos um sorriso que precisa durar pelo menos cinco horas colado na boca, vamos ao trabalho.
Festas infantis.
Apesar de toda minha achancia de que são um ralo de dinheiro, afinal, a criança nunca vai lembrar da festa, e desse primeiro ano de vida ficam os traumas pra vida toda, mas não a lembrança da festa. Mas, enfim, o ralo escoa pro nosso lado então a gente aproveita né.
Só tem noção o que é trabalhar com criança quem já passou por isso, e nem é aquele cansaço de ficar com o sobrinho uma tarde, são trinta, quarenta crianças todas merecendo ritalina no refrigerante.
Borboletas, corações, batmans, homem aranha, caveira, simbolo do inter, tudo a gente desenha na cara, braço, pé, perna e outras partes que eles sugerirem.
Depois veem os moicanos, os cabelos verdes como do huck, as puccas e as princesas.
Quando o cansaço bate é hora de pular na cama elastica até as varizes explodirem nas pernas, e depois correr no inflável até sentir que se está desenvolvendo asma ali, naquele mesmo momento.
Ai bolo. "Parabéns pra você, nessa data querida, muita felicidade (isso mesmo não é muitas felicidades, não existem felicidades) muitos anos de vida" o que se segue é uma das oito ou nove variações de parabéns que já conhecemos. Pra avacalhar eu sempre puxo um "com quem será..."
Ai é hora de arrebendar os dedos fazendo escultura de balão, cachorros, espadas, girafas, cavalos, flores, mochilas, borboletas, cinto de utilidade e tudo mais que alguém conseguir imaginar a gente retorce nos balões.
Quando o povo começa a ir embora a gente começa a encher uma caixinha especial.
É a caixa dos doces.
No começo ela era mais especial, afinal docinho de festa não se vê todo final de semana, mas com o tempo passamos a ver,
Mas continuamos a enche-la.
Um pouco porque nossas familias já esperam pelos doces, outro pouco pela adrenalina de enche-la sem ninguém notar.
Fico pensando que se falassemos com os donos da festa eles super deixariam nós pegarmos os doces, afinal não é uma caixa de sapatos, é uma caixa relativamente pequena. Então o que nós fazemos é enche-la do que eles nos dariam mesmo, mas com o cuidado e discrição de quem rouba um banco.

Deviamos ser assim em tudo. Ter uma caixinha colorida pra guardar os doces da vida, afinal as pessoas não nos negariam essas alegrias, e esse pouquinho de felicidade que colhemos aqui e ali não faz falta, afinal felicidade dividida se multiplica, e nós ficamos com aquela sensação de estar conseguindo algo proíbido, afinal nesse mundo besta, ser feliz as vezes é quase um erro.

Nossa caixinha já está vazia, já se foram os doces da festa de hoje, mas na da alegria eu tento hoje deixar com uns brigadeiros dentro. É sempre bom ter um brigadeiro de alegria pra quando o pão com manteiga do dia-dia acabar...