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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Casca de ferida

.
Hoje, com cuidado eu arranquei as cascas de uma ferida.
Eu sei que provavelmente ela me protegia,
não deixava exposta a ferida que teima em demorar muito mais do que eu costumo suportar para cicatrizar.
Mas não aguentei mais vê-la ali,
então mergulhei em água morna,
e aos pouquinhos,
primeiros pelos cantos arranquei-a dali.
Por baixo, parte da ferida mostrava-se já pronta pra enfrentar as intempéries que vem.
Outras partes ainda sangram.
E agora uma nova casca se formará,
menor,
um pouco mais fina talvez.
Talvez não.
Mas eu precisava tira-la dali.
Eu precisava.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

de cabeça

.
A pergunta foi simples.
Como você reage ao caos?
e a minha resposta,
mais simples ainda,
tão simples q foi poética,
por isso a coloco aqui...


No caos,
Eu me jogo.

De cabeça
Sem elástico amarrado no pé.
Fecho os olhos e voo.
pra dar de cabeça
numa tábua cheia de pregos
na lama
numa pedra afiada
no chão batido.

e na queda me permito,
tudo o que nos dias de atriz social me nego
choro
sofro
lamento
me deprimo
sinto pena de mim mesma
odeio o mundo
odeio quem me pos nessa situação
por vezes odeio até a Deus.

Mas cair, é só uma parte
o tombo é só um fragmento
do renascer.

Se quebrar engessa
Se arder assopra
Se cortar, põe band-aid
Se cortar fundo, costura


E assim eu sacudo minha poeira,
minhas dores
meus medos

pra renascer.



e você? como reage ao caos?
(sugiro ler o texto do link acima...)