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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

afinal de contas

quala graça de terminar algo, se não
a possibilidade de encontrar um novo alguém
que não importa o quanto se está junto
você nunca cansa da pessoa, nunca é suficiente?

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Confissões em duas linhas

Tudo bem, eu até gosto de romantismos
Mas não suporto José de Alencar.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Santzabé

Santzabé mudou minha vida, tá, se não minha vida ao menos esse meu final de semestre. Sabe aquele cansaço impregnado que nada tira? Santzabé tirou.
E aquele sono que pesa os olhos da hora de acordar até a hora de dormir? Santzabé também resolveu. E aquele pescoço travado que nada resolve? Santzabé resolveu.
Ai ontem voltando de Santzabé, eu estava olhando pela janela do onibus e pensando o quando eu gosto da noite. Gosto mesmo, gosto demais.
Gosto das sombras, das formas que se misturam, gosto de não saber se aquilo é uma casinha de cachorro ou uma inalguração de trevo do tempo que o Alvaro Dias era governador. Gosto de não saber se estou indo ou voltando.
Gosto demais da pouca luz pelas folhas das árvores. Gosto de imaginar que se eu entendesse de estrelas eu poderia me guiar por elas. Gosto, aliás, me encanta que a noite as coisas não se parecem com o que são e tudo fica maior, mais assustador, mais sei lá, sombrio não é a palavra. Mas sabe aquela sensação de frio na barriga quando você vê algo novo e se pega a pensar o que é aquilo, se enche de coragem e vai. E descobre que era apenas uma caixa amassada.
Pois eu gosto disso tudo. O dia me cansa. As coisas claras me cansam, me cansa o óbvio, aquilo que é só bater o olho você já sabe o que é. Gosto de descobrir, explorar.
Ai o Vini desligou o telefone,
e tivemos uma conversa existencial.
e outra sobre depilação.