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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

repetencias

.

Eu queria ter dito que o amava,
mas morria de medo de soar frágil
então me escondi no teclado
e escrevi.
Soei forte como não sou.
Conjuguei o verbo no tempo errado
fiz pensar que acabou,
que o tempo levou quem amou.
Fico assim,
inapta para o mundo real
despreparada para o amor
dando murros em ponta de faca
chorando pelo que se perdeu
mandando cartas que não se leem
cantando canções velhas
lendo poesia barata
bolando planos mirabolantes
para uma fuga incrível
de uma vida
que não me cabe mais.
Não sei se é essa vida
que está grande demais pra mim
eu eu pra ela.
Mas o certo é,
não nos vestimos mais,
não somos mais o mesmo número.
Assim estou eu
Extrangeira ao meu próprio mundo.
Alheia à vida que forjei.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

fantasia no ar

.

E você ainda me pergunta como eu pude acreditar naquela fantasia,
oras,
você me pediu que acreditasse em você,
então eu acreditei em nossa fantasia.
Nossa fantasia.
Achei que era daquelas que não vale a pena ser desperdiçada.
E eu nunca gostei de desperdiçar fantasias,
n
em um por do sol



sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Lichtenstein

* I tried to reason it out! I tried to see things from mom and dad's view-point! I tried to not think od Eddie, so my mind would be clear. And commom sense could take over! But Eddie kept coming back...

Roy Lichtenstein




* Eu tentei raciocinar! Tentei ver as coisas como meus pais veriam! Eu tentei não pensar nele, assim minha mente ficaria mais clara, e o óbvio faria sentido! Mas ele sempre voltava...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

afinal de contas

quala graça de terminar algo, se não
a possibilidade de encontrar um novo alguém
que não importa o quanto se está junto
você nunca cansa da pessoa, nunca é suficiente?

rimas velhas

quando achei que nada mais poderia ser novo
saí juntando os pedaços de mim que ficaram pelo chão
arrebentada
espalhada
pensando se seria possível refazer um coração.

no mapear te descubro
minhas mãos não conhecem os limites que os olhos pautaram
procuro
conheço
em sua pele encontro os pedaços que um dia se espalharam.

sentei nunca canto e abri aquela gaveta de recordações.
um cheiro de passado, lembranças e memórias levantou-se no ar
o cheiro de mim
o cheiro dele
os cheiros de mim no chão, de mim querendo voar.

Mas se ontem com os olhos nos espiavamos almas
o tempo passou e hoje nem te conheço mais
passaram os dias
passaram os anos
e aquela história morreu se já não somos mais imortais.

Quando já não achava mais cronológico algo assim
E um erro de cálculo em nosso jogo de cartas marcadas
gostou
interessei.
e me vejo assim, apaixonada...

domingo, 10 de maio de 2009

Da série - vida de navio

Aos poucos as coisas vão se parecendo mais com porre que com qualquer outra coisa.
Como nos tempos de bebedisse.
Penso que os primeiros goles a gente aprecia feito licor. Só que acaba que os tragos vão se avolumando de maneira que vira tanta embriaguez que começamos a desprezar os sabores para nos ater às dores de cabeça, a nos esquecer da delícia que é inebriar-nos por prazer e não por necessidade.
O bom disso tudo é que não me refiro ao navio. Refiro-me a mim, e a você, a mim e ao mar, a mim e aos olhos.
O navio dele eu não reclamo,
O que inebria mesmo são as sensações. Não gosto de chamá-las de sentimentos, não sei por que aprendi que sentimentos são nocivos. Prefiro chamar de sensações.
Do navio eu no reclamo.
O navio é mais barato que ir ao analista. E muito menos humilhante que Márcia goldshmith, no navio me descubro mais forte, mais frágil, me descubro mais real, e conto novas historias pra mim mesma.
No navio descubro que o que eu quero é menos e mais do que eu queria. tranquilidade, liberdade e discernimento. Do resto o que vier, é lucro. E o que não vier, deixa que eu vou buscar. Eu não pretendo que percebam como eu que toda princesa quero um castelo e todo marujo busco um farol.