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Hoje as cartas que escrevi parecem sem sentido.
Re-li, e não parecem mais cartas de amor,
não soam nem relatos de dor.
Talvez não tenha sido mesmo um coração partido.
Eu as escrevia todos os dias.
Mas nunca tive coragem de enviar,
de alguma forma eu sabia que a dor iria passar.
E recomeçarmos nem fazia mais parte das minhas fantasias.
Fico pensando se você também me escreveu.
Ou como foi que você de mim se livrou,
se o amor um dia passou.
Eu nunca recebi nada do que você prometeu.
A minhas eu guardo quase que escondidas.
Pra que assim eu possa passar sem vê-las,
e evitar as tentações que vem com elas.
como troféu, como relicário da nossa relação falída.
O tempo não acumulou apenas cartas e anos.
Acumulou a certeza que nossas falhas,
nossos medos, nossos fracassos e nossas tralhas
foram carimbos no passaporte que nos fez humanos.
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
Só hoje
.
Hoje me deu uma vontade danada de te contar sobre meu dia
contar que estou preocupada com a minha tia,
e que no BBB eu to quase torcendo pra Lia.
Hoje me deu saudade de fazer rima
rimas pobres, rimas finas,
eu ameixa, você tangerina.
Eu queria te contar dos bons modos que abandonei
Te contar que de ser paciente cansei
sei que eu ouviria, eu te avisei.
Hoje quiz te ouvir cantar,
pra letra da música te lembrar
como naquela noite, de frente para o mar.
Hoje nas ruas te procurei
pensei em te contar dos livros que comprei
ou de algo que quebrei...
Porque hoje não é um dia especial
nem aconteceu nada de anormal
lembrar de você começou com algo banal.
Só queria te explicar,
que ele, como a você eu nunca vou amar
Ele não tomou o seu lugar.
E essa vontade de voltar o tempo
eu sei, é essa mania minha de fazer remendo
igual a sua de não me ouvir quando estava lendo.
Hoje eu precisava ser cuidada
precisava que você endireitasse a minha estrada
hoje, eu precisava ouvir sua risada
Ainda assim, você não veio
E eu, digo que minha saudade, eu só um devaneio
que o toque da sua mão eu não anseio.
Afinal, deu tempo da lágrima secar,
e aquele anel só veio pra confirmar
que da vida, alguns rumos não se pode mudar.
Hoje me deu uma vontade danada de te contar sobre meu dia
contar que estou preocupada com a minha tia,
e que no BBB eu to quase torcendo pra Lia.
Hoje me deu saudade de fazer rima
rimas pobres, rimas finas,
eu ameixa, você tangerina.
Eu queria te contar dos bons modos que abandonei
Te contar que de ser paciente cansei
sei que eu ouviria, eu te avisei.
Hoje quiz te ouvir cantar,
pra letra da música te lembrar
como naquela noite, de frente para o mar.
Hoje nas ruas te procurei
pensei em te contar dos livros que comprei
ou de algo que quebrei...
Porque hoje não é um dia especial
nem aconteceu nada de anormal
lembrar de você começou com algo banal.
Só queria te explicar,
que ele, como a você eu nunca vou amar
Ele não tomou o seu lugar.
E essa vontade de voltar o tempo
eu sei, é essa mania minha de fazer remendo
igual a sua de não me ouvir quando estava lendo.
Hoje eu precisava ser cuidada
precisava que você endireitasse a minha estrada
hoje, eu precisava ouvir sua risada
Ainda assim, você não veio
E eu, digo que minha saudade, eu só um devaneio
que o toque da sua mão eu não anseio.
Afinal, deu tempo da lágrima secar,
e aquele anel só veio pra confirmar
que da vida, alguns rumos não se pode mudar.
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saudade
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
rimas velhas
quando achei que nada mais poderia ser novo
saí juntando os pedaços de mim que ficaram pelo chão
arrebentada
espalhada
pensando se seria possível refazer um coração.
no mapear te descubro
minhas mãos não conhecem os limites que os olhos pautaram
procuro
conheço
em sua pele encontro os pedaços que um dia se espalharam.
sentei nunca canto e abri aquela gaveta de recordações.
um cheiro de passado, lembranças e memórias levantou-se no ar
o cheiro de mim
o cheiro dele
os cheiros de mim no chão, de mim querendo voar.
Mas se ontem com os olhos nos espiavamos almas
o tempo passou e hoje nem te conheço mais
passaram os dias
passaram os anos
e aquela história morreu se já não somos mais imortais.
Quando já não achava mais cronológico algo assim
E um erro de cálculo em nosso jogo de cartas marcadas
gostou
interessei.
e me vejo assim, apaixonada...
saí juntando os pedaços de mim que ficaram pelo chão
arrebentada
espalhada
pensando se seria possível refazer um coração.
no mapear te descubro
minhas mãos não conhecem os limites que os olhos pautaram
procuro
conheço
em sua pele encontro os pedaços que um dia se espalharam.
sentei nunca canto e abri aquela gaveta de recordações.
um cheiro de passado, lembranças e memórias levantou-se no ar
o cheiro de mim
o cheiro dele
os cheiros de mim no chão, de mim querendo voar.
Mas se ontem com os olhos nos espiavamos almas
o tempo passou e hoje nem te conheço mais
passaram os dias
passaram os anos
e aquela história morreu se já não somos mais imortais.
Quando já não achava mais cronológico algo assim
E um erro de cálculo em nosso jogo de cartas marcadas
gostou
interessei.
e me vejo assim, apaixonada...
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
soletre: marginal
.
Os textos tem tanto tempo
estão trancados, treliçados e trincados.
E os versos que voavam valentes
esvaissem.
Veja.
Você vai ver vultos, ventos, e a vastidão.
Vem.
Tranque esse tratado.
Troque tudo.
As facas fazem firulas nos fatos
fechados, favelados tão finamente fixados.
Entôo errado esse embalo ébrio
Então esquece.
Esses embalos e estorvos estremecem enciúmados
Esfumaço o entorno ensanguentado.
Embriagada.
Faça-me um favor.
Faça força.
Joguei junto, jantares e jesuítas.
Jamais julguei justo, justificar, jardinar ou jejuar.
Limpo dos lábios a luxuria e a lascivia.
Leve.
Logo lembrarei das lesões e dos livramentos.
Lá, lançarei ao luar.
loucuras.
Já jaz o jeito do jogador
E de joelhos na janela jubílo.
Repenso se retratos reinam.
Rasgo rendas e rabisco. Refaço, redigo, reamo.
Sabe, sempre sonhei saber serena,
serena?
Só sei segredos de sertanejos sem sigilo.
Sossego no sotaque subalterno.
Soletre.
Rápido, respeite as regras!
regras roem rebeliões.
Mas, muito mel me mazela,
Mesmo malquista, malvista, maltratada. Mesmo Marinheira.
Não noto nessa núvem nada do novo.
E naufrágo.
Nunca nem nos nauseamos. Nem nos navegamos.
E neurótica, necessitei de normas,
Numere.
Meu mundo muito mais moderno e maduro,
Me marginalizou.
Os textos tem tanto tempo
estão trancados, treliçados e trincados.
E os versos que voavam valentes
esvaissem.
Veja.
Você vai ver vultos, ventos, e a vastidão.
Vem.
Tranque esse tratado.
Troque tudo.
As facas fazem firulas nos fatos
fechados, favelados tão finamente fixados.
Entôo errado esse embalo ébrio
Então esquece.
Esses embalos e estorvos estremecem enciúmados
Esfumaço o entorno ensanguentado.
Embriagada.
Faça-me um favor.
Faça força.
Joguei junto, jantares e jesuítas.
Jamais julguei justo, justificar, jardinar ou jejuar.
Limpo dos lábios a luxuria e a lascivia.
Leve.
Logo lembrarei das lesões e dos livramentos.
Lá, lançarei ao luar.
loucuras.
Já jaz o jeito do jogador
E de joelhos na janela jubílo.
Repenso se retratos reinam.
Rasgo rendas e rabisco. Refaço, redigo, reamo.
Sabe, sempre sonhei saber serena,
serena?
Só sei segredos de sertanejos sem sigilo.
Sossego no sotaque subalterno.
Soletre.
Rápido, respeite as regras!
regras roem rebeliões.
Mas, muito mel me mazela,
Mesmo malquista, malvista, maltratada. Mesmo Marinheira.
Não noto nessa núvem nada do novo.
E naufrágo.
Nunca nem nos nauseamos. Nem nos navegamos.
E neurótica, necessitei de normas,
Numere.
Meu mundo muito mais moderno e maduro,
Me marginalizou.
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rimas,
sotaque subalterno
sábado, 30 de maio de 2009
as rimas que você me faz
to cansada, irritada e mal-humorada, revoltada, chapada e eu eu só queria estar relaxada.
to carente e com dor de dente.
To doente e meu pé nunca fica quente.
minha mão está gelada, me sinto retardada.
Tapada, dopada, descontrolada.
Reticente, condenscendente, com-pla-cen-te.
Irada, um pouquinho safada, quase que magoada
Hoje estou abalada e queria ser alada, mas você me deixa agoniada
Não sou mais abstinente, vou me encher de aguardente,
e você, assim tão adolescente, deve ter um antiaderente.
Nosso ambiente, a nossa mente, nossos antecedentes.
Não vivemos a pornochanchada, não houve batucada, acho que eu nunca quiz mesmo ser sua namorada
Vou comprar uma almofada, pra essa sala bagunçada, se já não sou mais a sua arretada.
Eu vim armada, atada, imaculada.
Nessa estrada surrada, só pra te dar uma unhada, uma varada, uma testada.
Não me diga que eu sou transviada, tresloucada. Ria das minhas piadas.
Mas eu fico descrente, não creio mais nos delinquentes, seu argumento, não é consistente.
Definitivamente tem algo de indescente, divergente, efervescente no seu olhar inadimplente.
E você malcriadamente mente.
casadamente vive o conveniente.
E eu que era conivente, hoje choro compulsivamente.
Arcada, parada. Uma vez mais fracassada.
aqui, enrraizada.
Outra vez você me faz rimar.
Mesmo sendo essa a única coisa que eu nao sei fazer
to carente e com dor de dente.
To doente e meu pé nunca fica quente.
minha mão está gelada, me sinto retardada.
Tapada, dopada, descontrolada.
Reticente, condenscendente, com-pla-cen-te.
Irada, um pouquinho safada, quase que magoada
Hoje estou abalada e queria ser alada, mas você me deixa agoniada
Não sou mais abstinente, vou me encher de aguardente,
e você, assim tão adolescente, deve ter um antiaderente.
Nosso ambiente, a nossa mente, nossos antecedentes.
Não vivemos a pornochanchada, não houve batucada, acho que eu nunca quiz mesmo ser sua namorada
Vou comprar uma almofada, pra essa sala bagunçada, se já não sou mais a sua arretada.
Eu vim armada, atada, imaculada.
Nessa estrada surrada, só pra te dar uma unhada, uma varada, uma testada.
Não me diga que eu sou transviada, tresloucada. Ria das minhas piadas.
Mas eu fico descrente, não creio mais nos delinquentes, seu argumento, não é consistente.
Definitivamente tem algo de indescente, divergente, efervescente no seu olhar inadimplente.
E você malcriadamente mente.
casadamente vive o conveniente.
E eu que era conivente, hoje choro compulsivamente.
Arcada, parada. Uma vez mais fracassada.
aqui, enrraizada.
Outra vez você me faz rimar.
Mesmo sendo essa a única coisa que eu nao sei fazer
terça-feira, 28 de abril de 2009
Sobre o uso que você faz de mim
esse teu jeito cinico de olhar
só me faz te odiar.
nao sei se comigo você cansou de brincar
ou eu que cansei de querer,
mas pensar em te perder, perder vc que eu nunca tive
faz eu me atrever a rimar
mesmo que essa seja uma coisa que eu não sei fazer
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