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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Confissões em duas linhas

eu tenho pensado em você ultimamente.
e tenho medo da sua tendência de ser melhor em tudo.

terça-feira, 5 de maio de 2009

a semiótica e você

Teus sinais me confundem da cabeça, mas por dentro eu te devoro
Teu olhar não me diz exato quem tu és, mesmo assim eu te devoro.


Isso não é um texto. Isso não é assunto de blog, nem é as minhas viagens. Esse texto é um artigo, um tratado, um estudo cientifico de mim e você.
É que eu concluo que eu e você somos algo que deve haver uma ciência que estude, deve haver algum pesquisador pensando em nós quase tanto quanto eu penso em você.
Fazer a mesma matéria duas vezes no dia me leva a concluir que talvez a semiótica de conta de nos entender. Diz-me a magestade que é uma ciência exata. Se é exata deve chegar a conclusões, certo? então é nela que vou me apoiar pra pensar eu e você, você e eu, nós dois.
Dizem que segundo Pierce, o sem vida, tudo é signo. Nossos olhares, nossas aulas, seu peito estufado, eu que só vejo seus ombros, meus amigos que te analisam, suas amigas que me odeiam, as fotos, os desenhos, os telefonemas, Tudo é signo.Mas, se tudo é signo, então fica difícil concluir algo. O que me leva a ler um pouco mais do livro, pra ver se te decifro.
É ícone diz-me Santaella tudo aquilo que guarda relação de semelhança, deve ser algo como aquela foto sua que eu guardo no meu computador, a minha foto no seu celular. Meus muitos desenhos que fiz de você, ou aquele que você fez de mim. Aquela foto que tiramos juntos não é nós dois, é ícone de nós dois.
Índice é algo que indicia, indica. Como a chuva que vejo nos carros é índice de que choveu, eu te chamar para estudarmos algo que nunca me interessou tanto assim é índice de que quero ficar perto de você. Ou seu jeito de estudarmos só nós dois é índice que você quer que esse tempo nós passemos a sós.
Mas também aquele telefonema é índice de que tem mais alguém na sua vida. Ahh, mas aí são tantos índices que quase dói pensar neles. Alguém que está na sua vida, mexe no seu celular e me liga do seu telefone fixo, é alguém que está muito perto de você, é alguém que te tem. Talvez semiótica nem seja uma ciência tão exata assim, se fosse eu não teria como ignorar esses índices e seguir minha vida.
Ah, mas ainda tem os símbolos.
Sobre eles não vou pensar. Ao menos ainda não. Esse meu conhecimento ainda está engatinhando e não sei quais são os símbolos arbitrários de nós dois. Nem sei se há símbolos arbitrários entre nós dois. Aliás, ainda preciso descobrir se existe nós dois.
Até lá eu te estudo. Semióticamente, já que na aula de anatomia eu ainda sou um pouco mais analfabeta

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Quase fora de controle

As noites ja foram melhores, quando você não estava aqui bagunçando meus sonhos.
Sempre gostei de gentilezas, mas essa sua grosseria me atrai. Perto de você eu saio do meu mundo, eu sai de mim mesma, e me perco nesse seu olhar sedutor.
Todo esse encanto de ser abstrato já se perdeu. Você não me faz bem!
Então vá embora. Porque não liberta de uma vez meus pensamentos?
Eu não quero você aqui!

Será que não vê que eu odeio gostar de você!?

terça-feira, 28 de abril de 2009

quinze minutos

Entre um ano e outro, entre um turno e outro, eu te chamo pra um café de quinze minutos, ou mais. Se você viesse, estou certa que eu perderia a noção do tempo. Um segundo, uma semana, uma vida.
Dê-me sua mão, dê-me seu coração, dê-me sua vida, eu pediria, vamos por a vida no pause e pensar no que é irresistivel, ou ao menos bastante dificil resistir.
Em silêncio mataríamos um minutos, em memória dos muitos outros que já assassinamos, em respeito à memória do tempo que se conjecturou impossivel.
Se você viesse para um café, ah, eu gritaria. "é hora de beber café, for God sake" gritaria eu. Vamos toma-lo agora, antes de nós, antes de depois de amanhã. Antes que seja tarde demais. Não vamos adiar, eu tenho um acúcareiro.
Eu ateio o fogo à chaleira, você ateia o fogo no mundo. Ateemos o fogo em nós.
Meu café com um pingo de leite.
O seu leite com um pingo de café.
Vamos parar a roda viva, a roda da vida, essa roda doida que nos afasta. Paremos de cantar o pop rock, paremos com as declarações em MPB, não vale a pena nos fazermos de bobos. Baby, pare de fazer cú doce.
Let's take a break
a coffee break.
Diga que vem que eu vou, pare de não estar. Vamos fugir de nossos corpos de uma vez por todas, vamos fugir por um segundo ou por uma vida. Vire pó e eu lhe aspiro, injete-me. E juntos nos viciaremos em ser nós dois, tanto quanto nos viviamos em sermos nós mesmos.
Em quinze minutos, baby, vem você e me conta umas banalidades, eu reclamo do meu dia cansativo, da minha falta de tempo, você reclama desse tempo louco, da sua vida cansativa. Ai, você levanta, atira ao lixo seu copo reciclável, e vai embora.
No relógio eu me certifico que é hora de começar tudo outra vez. Seu aceno, seu aceno me diz até logo. E num suspiro eu ainda estendo a mão tentando lhe alcançar, tentado te pegar. É só o tempo de um break, um coffee break, de um café. O tempo de nós. Eu, nós, você. O intangível.

Sobre o uso que você faz de mim


esse teu jeito cinico de olhar

só me faz te odiar.

nao sei se comigo você cansou de brincar

ou eu que cansei de querer,

mas pensar em te perder, perder vc que eu nunca tive

faz eu me atrever a rimar

mesmo que essa seja uma coisa que eu não sei fazer