Será que os homens tem noção do quanto eles nos fazem gastar?
Tipo, coisas simplissimas como o fato de que com o fim disso tudo eu não tenho vontade de usar os mesmos esmaltes, e lá vou eu pra farmácia renovar os esmaltes. Ah, sei lá precisava de algo mais, aliás, de algo menos... menos feliz, menos apaixonada (...) menos vermelho.
E troquei os lindos "beijo", "pura luxuria" e "tinto" por "chá gelado", "renda" e "fada".
Mais que a minha vontade de falar sobre os nomes dos meus esmaltes, está a importancia dessa troca colorística. Hoje nem o rosinha saudável do "fada" caberia, só a palidez de "chá gelado" é capaz de transpor pras minhas unhas como anda meu coração.
Aos poucos a maquiagem (essa permanece forte pra esconder as olheiras), as roupas, e até os allstar, tudo ficará mais pálido, mais naquele tom pastel de quem sente que fez o que devia, mas não o que queria.
E, mais uma vez lá se vão os poucos reais que me restam em gastações motivadas por homens que não entendem a diferença de risqué pra colorama.
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sábado, 12 de setembro de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Renda velha
Estou pensando em arrancar a renda do meu vestido. Aquele tipicamente francês de um branco puríssimo.
Ao olhar meu reflexo no espelho, vejo que renda já não combina comigo, tão pouco esse branco.
Quero algo novo, vermelho talvez. Algo de luxo, algo mais chique em que eu possa substituir minha sapatilha de cristal por salto alto e desfilar pela quinta avenida.
Quero algo mais ousado, que me deixe a vontade para temperar com malícia meu poema. Algo que me deixe abusar do pecado como Gabriela.
Quero algo que me dê coragem para largar minhas aulas de balé clássico e ser levada pela sensualidade do tango.
Por onde eu passar, quero atrair olhares, conquistar admiradores, causar inveja.
Não quero mais me preocupar com as gotas de tinto derramadas. Branco sempre foi difícil de limpar.
Quero mudar! Quem nunca mudou?
Eu mesma já troquei leite de coco por calda de chocolate, Paris por Havana, diamante por rubi e, um dia, hei de trocar meu branco por escarlate e essa renda por um beijo.
Ao olhar meu reflexo no espelho, vejo que renda já não combina comigo, tão pouco esse branco.
Quero algo novo, vermelho talvez. Algo de luxo, algo mais chique em que eu possa substituir minha sapatilha de cristal por salto alto e desfilar pela quinta avenida.
Quero algo mais ousado, que me deixe a vontade para temperar com malícia meu poema. Algo que me deixe abusar do pecado como Gabriela.
Quero algo que me dê coragem para largar minhas aulas de balé clássico e ser levada pela sensualidade do tango.
Por onde eu passar, quero atrair olhares, conquistar admiradores, causar inveja.
Não quero mais me preocupar com as gotas de tinto derramadas. Branco sempre foi difícil de limpar.
Quero mudar! Quem nunca mudou?
Eu mesma já troquei leite de coco por calda de chocolate, Paris por Havana, diamante por rubi e, um dia, hei de trocar meu branco por escarlate e essa renda por um beijo.
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