…Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando á pé pra casa, avariada.
Eu sei,não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Telvez este seja o ponto. Talvez eu Não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu patio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória,sem seqüelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.
Não era amor,era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. NÃO ERA AMOR, ERA MELHOR”
Não era amor,era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. NÃO ERA AMOR, ERA MELHOR”
Não era amor,era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. NÃO ERA AMOR, ERA MELHOR”
Não era amor,era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. NÃO ERA AMOR, ERA MELHOR”
Não era amor,era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. NÃO ERA AMOR, ERA MELHOR”
Não era amor,era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. NÃO ERA AMOR, ERA MELHOR”
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Renda velha
Estou pensando em arrancar a renda do meu vestido. Aquele tipicamente francês de um branco puríssimo.
Ao olhar meu reflexo no espelho, vejo que renda já não combina comigo, tão pouco esse branco.
Quero algo novo, vermelho talvez. Algo de luxo, algo mais chique em que eu possa substituir minha sapatilha de cristal por salto alto e desfilar pela quinta avenida.
Quero algo mais ousado, que me deixe a vontade para temperar com malícia meu poema. Algo que me deixe abusar do pecado como Gabriela.
Quero algo que me dê coragem para largar minhas aulas de balé clássico e ser levada pela sensualidade do tango.
Por onde eu passar, quero atrair olhares, conquistar admiradores, causar inveja.
Não quero mais me preocupar com as gotas de tinto derramadas. Branco sempre foi difícil de limpar.
Quero mudar! Quem nunca mudou?
Eu mesma já troquei leite de coco por calda de chocolate, Paris por Havana, diamante por rubi e, um dia, hei de trocar meu branco por escarlate e essa renda por um beijo.
Ao olhar meu reflexo no espelho, vejo que renda já não combina comigo, tão pouco esse branco.
Quero algo novo, vermelho talvez. Algo de luxo, algo mais chique em que eu possa substituir minha sapatilha de cristal por salto alto e desfilar pela quinta avenida.
Quero algo mais ousado, que me deixe a vontade para temperar com malícia meu poema. Algo que me deixe abusar do pecado como Gabriela.
Quero algo que me dê coragem para largar minhas aulas de balé clássico e ser levada pela sensualidade do tango.
Por onde eu passar, quero atrair olhares, conquistar admiradores, causar inveja.
Não quero mais me preocupar com as gotas de tinto derramadas. Branco sempre foi difícil de limpar.
Quero mudar! Quem nunca mudou?
Eu mesma já troquei leite de coco por calda de chocolate, Paris por Havana, diamante por rubi e, um dia, hei de trocar meu branco por escarlate e essa renda por um beijo.
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