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sábado, 15 de agosto de 2009

Principe encantado, reticências...

Me chamem de burra mas eu não esperava o principe encantado. Nããão, eu esperava o principe encantado, o castelo de cristal, os sete anões, a torre, ah, enfim eu esperava o pacote completo.
Pare um pouquinho de pensar em mim e se analize, tem sim coisas na sua vida que você faz, pensa ou espera e nem sabe porque nao tem? Sei lá, tem umas coisas que as pessoas colocam na cabeça da gente e a gente nem sabe de onde veem.
Era assim eu, e o principe.
Um grupo social louco, carola e deturpado me enfiou na cabeça uma noção de amor doente, sem honestidade e carinho.
As vezes me sinto como uma jovem amish que descobre o mundo, morro de medo de cansar dele e voltar à minha aldeia. Quando sai da aldeia, eu fui deixando aos poucos as coisas que se agarraram a mim, e por mais surtado que pareça, à algumas dessas coisas eu me agarrava pra viver. Uns valores bestas e deturpados. De um grupo eescenssialmente mal. Cheio de ódio, rancor e inveja. Um povo que espalhado pelo mundo se reúne em pequenos grupos, e máscara suas pequenisses sob a beleza da pureza.
Foi aí, achando que nisso residia a paz, que me perdi. E encontrei cada sapo...
Tres desses foram os que mais doeram, mas acho que aqui só cabem dois. O sapo rei da pureza, e o sapo inesquecível.
Sabe, nessa espera que me ensinaram pelo belo principe que viria de cavalo branco e me levaria num vestido branco a ser o centro das atençoes do circo, eu os vi assim tão pequenos, tão peças num sistema que cobrava o que não dava. Oferecendo uma paz que não tem.
Hoje, aqui, no auge das minhas libertações, duvidas e revoltas me pergunto se esse circo me acrescentou algo. Acho que se acrescentou foi tão pouco que o que ficou de maior foi a lição do que é errado, do que não fazer, de como não ser.
E vejo outras peças amarradas por arames fortissimos trilharem o mesmo caminho que um dia trilhei, chorar as mesmas lágrimas, e mascarar sob a mesma punição.
Ah se soubessem eles que "Ele"só os quer felizes,
só os quer bem.
Ahhhhh, se soubessem.
Se soubessem que é no mais longe do castelo que mora o principe,
se soubessem que o mal reside mesmo é no coração desses que se entitulam bons.
e que aquela conversa de que não acharão amigos verdadeiros fora dalí é tão mentira que deveria ser crime. Se soubessem que é ali que seria bom limitar a confiança.

sábado, 25 de abril de 2009

Pertencer

"E agora o tempo faz questão de me lembrar
Que eu não pertenço mais aquele lugar"
Essa sensação de não pertencer é ...
é no minimo assutadora.
Mas é resumidora, se é que essa palavra existe, mas existindo ou não, é o que "não pertencer"faz. "Não pertencer" resume.
Ver as fotos velhas, não saber como arquivar as novas, ouvir histórias, e lembrar das velhas histórias... Tudo me dá essa sensação não pertencer mais.
Na verdade o não pertencer nasceu a tanto tempo que nem sei quando foi, foi em agum momento entre descer do palco e sentar na platéia, talvez até antes de descer do palco.
Acontece que humildade a parte, se eu não aceito que meu lugar é o palco, quem que vai me colocar lá?
A platéia é ótima pra aprender, não é mesmo? Mas não é lugar pra viver...
Então nao posso viver na platéia... Eu não pertenço à platéia. Nem nem a platéia acha graça em mim.
Acontece que deixar a platéia é procurar novos palcos, novos rumos, novos amigos, e descobrir que os rumos que procurei dando aquele 180* eram loucura, virar um grauzinho para o lado deu a nova direção. Apenas pra lembrar que eu não pertenço mais àquele lugar.