domingo, 26 de fevereiro de 2012

Não trate como Usurpadora quem te trata como Marimar.
Não trate como moleskine quem te trata como agendinha.
Não trate como poste de pole dance quem te trata como barra de ônibus.
Eu nao sei segurar amor nem homem
Não seguro dinheiro ou recém nascidos.
O sentimento e o pensamento também não,
Não sei segurar piada, o choro nem o tchan.
Falo que sou ex-bbb mesmo,
to nem ai,
faço presença vip,
ataco de DJ
e abuso da memória curta das pessoas.

Eu, penso que:

Há pessoas que passam por nossas vidas pra ensinar a gente a mandar tomar no cu.
Sejamos honestos, com cinco ou seis retas não dá de fazer um castelo descente.
Talvez eu não devesse depositar TODAS as minhas expectativas num pote de shampoo.
Desejo profundamente que o toddynho de certas pessoas venha sem canudinho.
Tem dias que acordo tão feliz
que tenho vontade de cantar o refrão de
"Ops I did it again"
bem alto no metrô.
Depois de um tempo
eu lembro que não tem metrô em Guarapuava.
tpm e vodka tem o mesmo efeito sobre mim,
embaralha id, ego e superego
e eu perco minha identidade
.

Idíosisncrasias

nada me ofende mais nessa vida que gente que não responde sms
o ponto baixo do dia é quando voumolhar o pão no leite e o pão afunda
eu gosto de sambar mas nao gosto de samba dai eu sambo ouvindo Bossa Nova
Sou paranaense e mesmo assim, felicito as pessoas desejando "muito axé pra você"
Pinto de branco-meio-fio o pneu do meu carro, e vermelho-esmalte-caro a colcha da minha mãe.
Corro nos bailes de formatura bêbada drogada mística suja de terra e quando o segurança vem me pegar grito "And IIIIIIIIIIII, will always love you"
Sou a nora dos sonhos da mãe dele. Eu sei

Coisas que eu não tenho:

Coisas que eu não tenho:
a casa própria,
saudade,
coragem,
tempo,
vergonha
juizo,
dente do siso
nem imunidade alta

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Redes sociais

Sou aficcionada por redes sociais, criei orkut ainda lá em 2003, quando ninguém ainda entendia direito o conceito.
Tenho twitter, facebook, google plus, e posto constantemente em todas elas,
se estou feliz, se bebi, se tomei um porre, se estou com sono, se quero explodir o mundo...
mas na hora que o que mais quero é dizer ao mundo é: não estou bem, hoje quero colo.
Nessa hora não consigo escrever em nenhuma rede social, corro pro blog,
me escondo onde ninguém pode ver. Onde ninguém que está ali, no meu dia-a-dia online,
pode saber.
Porque eu preciso me esconder pra sofrer.
Ninguém precisa saber.

domingo, 2 de outubro de 2011

Quero guardar você

Olho você dormir, e penso que não posso te deixar ir
Quero te guardar pra mim.
Talvez tirar seus dentes e usar como colar
E com seus dedos mexer minhas bebidas.
Vou arrancar seus cabelos, um a um,
e tricotar o casaco mais lindo que conseguir.
Vou usar seus olhos como pingente no meu colar de dentes
Sua pele será minha mais linda capa de chuva
Confesso que estou com dúvida sobre o que recheará meu travesseiro,
Se serão seus braços ou sua bunda, talvez ou dois
Tudo isso,
pra você não perceber, que quero mesmo,
é roubar seu coração

domingo, 18 de setembro de 2011

E eu fico tentando entender onde foi que o mundo virou esse lugar em que sonhos viram prisões, afeto é pecado, e amar é errado.

não faz sentido nenhum a dor que sinto.

eu só queria amar,
amor comum, mas você é só mais um
igual a todos. Me proibindo de amar

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

As vezes

.

O Amor,
as vezes dura para sempre.

outra vezes
machuca para sempre

domingo, 14 de agosto de 2011

Coração

Ouvi seu coração e fiquei pensando se um dia poderia amar amor maior que aquele que sentia naquele momento.

Talvez quando o coração fosse dentro de mim batendo com tanta força, talvez. Talvez eu saiba.
Naquele momento todos os talvez se dissiparam,
todas as lágrimas que um dia cairam pareciam apenas uma história contada por uma velha senhora, que já nem lembra mais se a história que conta é a sua, ou de alguém que conheceu.

Lá estava ele, como seu coraçãozinho batendo, rápido e compassado. Como se me dissesse, olha tia, ouça como é lindo meu coração, e a força de cada batida dele, foi uma prece sua pra que eu chegasse.

terça-feira, 7 de junho de 2011

não foi o bastante

.

Nenhum dos meus maiores esforços foram suficientes,
meu melhor não foi o bastante.
Com algum esforço eu possofazer o tempo voltar,
mas nem isso serviria;
ele entendeu tudo sempre errado.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Ela esta bem medicada

.

Em outras ocasiões eu estaria aqui a horas,
chorando minhas pitangas, pensando, oh céus, oh vida, oh azar,
Mas estou tão bem medicada que a poesia me foge.
Dói saber que você também sente dor,
mas sei lá...
não dói o suficiente pra sair uma rima automática
não dói o suficiente pra eu conseguir soar poeta.
Mas eu queria, queria mesmo, afinal, esse espaço sempre foi mais
divã que qualquer outra coisa.

domingo, 8 de maio de 2011

A morte do poeta

.

Certa vez
li que a pior coisa que poderia acontecer a um jovem
aspirante a poeta é casar-se cedo,
ser bem sucedido nos negócios, ter uma vida longa e feliz.

Concordo.
Tudo de bom que já escrevi veio em momentos de profunda dor,
e muitas vezes de profunda depressão.

A dor alimentou meu eu-lírico.
Alimentou minha poesia,
minha paixão pelas palavras.

Doía fundo no coração a saudade da vida que nunca mais eu recuperaria,
doía, o amor de um homem que nunca seria meu, só meu.
Doía, um filho que a vida não me permitiu ter,
doía, os amigos que o destino levava pra longe.

Doía, doeu, doeu fundo.
Mas não dói mais.

Pra minha poesia,
a pior coisa que pode acontecer
foi encontrar o anti-depressivo certo.

Ah, como eu ainda quero voltar àquela vida de asas,
sem perder as raízes que cultivei,
também ainda amo o mesmíssimo homem,
como se ele tivesse partido ainda hoje pela manhã.
O filho, bom esse eu ainda sonho em ter,
E os amigos prossigo fazendo novos amigos,
sem desistir de tentar entender porque de alguns o contato se foi.

Mas as dores são dores que não me cegam mais,
não arregaçam o coração,
não me roubam mais a habilidade de respirar.

São dores.
Apenas dores.
Dores que doem, mas não inspiram poesia.

A vida, passou a ser mais importante que a dor.
Não que a poesia não me seja fundamental,
mas não posso ser como os românticos,
escolher viver a dor pra alimentar a arte,
não sou uma alma assim, tão evoluída.

sábado, 23 de abril de 2011

Meu Querido

.

Eu prometi que você faria parte da minha vida,
mas o tempo passou e veja só,
você só sabe de mim as notícias que lhe contaram.
Meu bem,
por favor não se sinta excluído,
provavelmen
te quase todas essas notícias que você soube
eu de alguma forma manipulei elas pra que chegassem até você.
É que por mais que pareça o contrario eu não te esqueci.
Mas te escrever se tornou de uma prática pra te manter
vivo no meu coração,
em uma prática apenas dolorosa.
Nos últimos meses tenho percebido que você está melhor
e fico feliz
foi por isso que desisti de você
eu sempre soube que você ficaria melhor sem mim.
Eu, justo eu que era o que melhor havia acontecido
na sua vida
justo eu,
me tornei o que de pior poderia acontecer.
E ainda não aceitei isso com a grandesa
que os bons perdedores aceitam.
Meu amor,
eu lutei pra ser boa, justa, honesta,
pra ser tudo que você esperava encontrar
quando finalmente nos conhecessemos.
E quando o dia chegou,
não foi suficiente.
Pensei em me tornar o oposto disso,
mas acho que não tem como, eu nunca o fui na verdade.
Ninguém é.
E eu precisei te perder pra entender que a culpa era minha
que eu vivia na ilusão do certo.
não é certo.
não há certo.
Hoje eu entendo.
Mas é tarde,
Você já é feliz.
e eu não faço parte da sua vida.
Meu querido
meu coração diz que você lê cada palavra minha,
mas ele sempre me enganou.
De qualquer forma,
acho que estas palavras se tornarão cada mês mais raras.
Elas desaparecerão um dia.
Hoje ainda não.
Mas um dia...

domingo, 27 de março de 2011

Explicações

.
Não amor, eu não sou obcecada por você,
eu só perdi mesmo a graça da coisa depois de você.

Eu também não virei uma velha amarga.
Só envelheci dois anos. Não deu tempo de ficar velha.

E por favor, para de pensar que eu não consegui te esquecer.
Eu nunca nem tentei.

Marcas


domingo, 20 de março de 2011

Conjugações verbais

.
Eu te amei tanto, que entendi que eu não era o melhor pra você.
Eu te amava tanto, que preferi me afastar a ver você sofrer.
Eu te amaria tanto, que jamais deixaria você saber do meu amor.
Eu te amo tanto, que amo calada, pra que você jamais mude seu caminho.
Eu te amarei tanto, que nunca mais vou poder conjugar este verbo.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Confissão em duas linhas

.
Meu eu-lírico saiu pra comprar cigarros
e nunca mais voltou.

terça-feira, 15 de março de 2011

traquinas

.
Estava procurando analgésico na gaveta.
Achei numa gaveta do meu coração um retrato nosso.
Ah,
como nossas mãos ficavam lindas juntas.
Parecia traquinas meio a meio

Patética. Mas nem tanto.

.
Ando pensando bastante na vida, e como sempre uma epifania ou outra surge nessas horas.
A de hoje, é o fato de que não sou tão patética assim.
É que eu, enquanto pessoa que vive e convive em mim e comigo diariamente me considero um tanto quanto fracassada, não na vida porque tenho muito orgulho da minha hitória, mas no quesito amor e coisas afins.
Daí, estava eu pensando no prazo de validade que o amor tem pra mim...
Cheguei a muitas conclusões:
Eu digo que amo por toda a vida, mas é mentira, já tive uns vários grande amor da minha vida.
Eu digo que nunca amei tanto assim, mas é mentira, sempre me joguei de cabeça.
Eu digo que desacredito do amor, mas isso é só até aparecer um belo par de ombros largos.
Eu digo que não vou esquecer nunca mais, forever and ever, mas claro, é mentira. Em três anos eu mal lembrarei o nome.
Sim,
essa foi minha grande descoberta. O amor pra mim tem prazo de validade.
Três anos.
Como tudo na minha vida dura três anos.
Eu estou no terceiro ano dessa fossa, então provavelmente 2012 me reserva algo novo. E você me diz, mas Maris, ainda estamos em março. Mas eu te respondo, pense bem, já estamos em março.
Três anos.
Geralmente eles duram menos de seis meses na minha vida, e o luto os outros trinta. Mas pensando bem não é só o luto por eles, é todo o conceito de mudar de vida de três em três anos.
Estou tentando voltar a um ponto de partida, mas acho que é mais fácil contar a história daqui pra lá.
Hoje, meio de um ciclo: Um homem sujo, mesquinho, vazio, lindo, gostoso, e de uma graça que só eu ri (provavelmente em toda a vida dele) começou o ciclo em dezembro de 2008. Com um acidente de moto. Voltei a beber, e a ser feliz do jeito que me desse vontade.
Dezembro de 2008, fim de um ciclo: Um homem grosso e estupido, com cabelo que eu achava uma graça, que me atraía muito mais pelo conceito que pelo que era. Foi um ciclo interrompido. Se intercalou com o ciclo anterior, aquele sim, ohhh ciclo bom. Esse aqui, enfurnada dentro de uma igreja, iludida com a mentira de que havia ajuda pra um problema que sei lá, nunca existiu.
Aqui começa a fase surtada, três anos, três homens, amados simultaneamente, todos os três dentro do seu período de tempo, por três anos, três viagens ao exterior, sendo uma um aninho lindo e infernal num navio cruzeiro.
Vou começar pelo homem do navio. 2007. Não lembro o nome do país que vinha, lembro que era grosso como um mecânico, inteligente como um professor universitário, hablava español, e me ensinava a comer peixes muito loucos. Eu? Era livre e prisioneira. Era livre e não dava valor. Era prisioneira e não sabia.
Estamos agora no meio de 2005: Dois homens, rere. Um um principe, alto, moreno, inteligente, pastor de igreja evangélica, integro, um pouco tedioso. O outro, praticamente um presidiário. Gato, gostoso, burro como uma porta, cozinheiro, interssante como só os desqualificados sabem ser. E eu, achava graça e usava do que eles podiam me oferecer.
Volto a História lá em 2002, que eu encerrava um ciclo, de amar errado e começava outro, onde eu de novo ia amar errado.
Nesse intervalo amei outros.
Dois músicos, um ator, um romeno e um professor,
Teve ainda um loiro que me fazia ficar sem ar,
e sei lá mais quantos, nesses muitos ciclos de três anos.
Tentei voltar a onde eu por ultimo lembrava, e lembro que não lembro quem foi que eu amei antes de 2002.
Ou seja,
Há sim esperanças pra mim.
Não na matemática, já que entre 2002 e 2011 tem mais homens aí que intervalos de três anos.
Mas é da minha natureza amar pessoas diferentes ao mesmo tempo, por um longo tempo.
A esperança, é de que eu logo começo a amar outro homem, que no momento vai ser o homem certo pra mim, e depois vais er só mais um homem errado.
A esperança, é de quem em algumas décadas, eu talvez nem lembre o nome dele.
Por isso que eu penso que sou patética, mas nem tanto. Por que é patético amar alguém que nõa te liga a um ano e meio.
Mas nem tanto, porque daqui seis anos eu vou olhar pra trás, do topo de mais alguma piração minha e vou ver que ele era só parte de um período da minha vida. Que a vida dele continua exatamente a mesma, e que eu posso voltar quando quizer qu vou encontrar ele (como ainda estão todos os outros) no mesmo lugar, fazendo a mesma coisa, perto das mesmas pessoas, com a mesma bagagem.
Já eu?! Ah beibe,
Ele mal pode imaginar onde estarei,
Alías nem eu posso. A vida é feita de possibilidades. E eu, embarco em quase todas,

segunda-feira, 14 de março de 2011

consequencias

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Pensando bem,
O amor pra mim é como a caxumba.
Uma vez só na vida
com consequencias pra toda a vida.
A caxumba me deixou surda,
o amor me burra.