domingo, 26 de dezembro de 2010

Manias de fim de ano

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Quem lê esse blog a algum tempo deve lembrar dos meus posts esperançosos no final do ano passado. Com razão né, 2009 foi memorável, fantástico, inesquecível, beirando a perfeição. E, o passar do tempo vai apagar as coisas ruins da memória, então só sobrarão as coisas boas, e 2009 será na minha história the best year ever!!!
Já 2010 não foi nem a sombra do seu antecessor.
Alías,
eu não estive nem sobra da Maris que eu era ano passado.
Minha irmã diz que é coisa de energia, que entramos numa vibe ruim e começamos a atrair só coisa ruim, porque é isso que emanamos para o universo. Adoro esse lado hippie dela, me faz pensar que é só pensar positivo que as coisas vão mudar.
Se fosse assim todo ano seria um 2009 reloaded, porque chega essa semana natal/anonovo, eu começo a planeja como o ano seguinte será fabuloso, incrível, supimpa, trilegal, tomate maravilha, xuxu beleza...
Mas de qualquer forma, mesmo que seja só nessa semana, ao menos sempre há garantias que numa semana do ano eu sou só esperanças né.
Tenho pensado nas minhas resoluções de ano novo, das quais só alcancei o scarpin azul. Mas eu não me preocupo, eu já alcancei todas as minhas resoluções de ano novo dos anos anteriores. Eu só costumo sonhar cedo com as coisas, mas eventualmente elas acontecem.
Pra esse ano acho q vou fazer duas listas, uma desses sonhos, que raramente se concretizam no ano que as coloco na lista,
e outra de mim,
planos e resoluções de mim mesma para mim própria.
(tive um blog com esse título quando era adolescente)
Acho que estarão nesta lista decisões como:

Vou guarda-lo no coração (pra sempre), mas não posso mais esperar que me ame quando tanto tempo já passou.
Declarar guerra se preciso for, pra encontrar minha paz.
Me renovar, me recriar, me reescrever, e ir atrás dos sonhos que fazem parte do núcleo da minh'alma, daquele pedacinho de mim que determina todo o resto, dos sonhos do meu eu imutável.
Vou lavar a alma. Ser ainda mais de mim pra cumprir velhas promessas que fiz. Promessas que quase esqueci.
Vou longe. Relembrar o bem que a distancia me faz.
Vou me apaixonar de novo. Primeiro por mim, depois por alguém que me ame primeiro.
Insitirei nas batalhas que perdi, sacodir a poeira e recomeçar o que todos acharam que estava perdido, só acaba quando eu disser que acabou.
Vou investir em amizades.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Confissão em duas linhas

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Me ofereceram a realização de um sonho.
Mas não era meu sonho, então eu disse não.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

repetencias

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Eu queria ter dito que o amava,
mas morria de medo de soar frágil
então me escondi no teclado
e escrevi.
Soei forte como não sou.
Conjuguei o verbo no tempo errado
fiz pensar que acabou,
que o tempo levou quem amou.
Fico assim,
inapta para o mundo real
despreparada para o amor
dando murros em ponta de faca
chorando pelo que se perdeu
mandando cartas que não se leem
cantando canções velhas
lendo poesia barata
bolando planos mirabolantes
para uma fuga incrível
de uma vida
que não me cabe mais.
Não sei se é essa vida
que está grande demais pra mim
eu eu pra ela.
Mas o certo é,
não nos vestimos mais,
não somos mais o mesmo número.
Assim estou eu
Extrangeira ao meu próprio mundo.
Alheia à vida que forjei.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

coração emo

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Pensei em escrever algo dramático
sobre como esse silêncio do telefone
me faz ficar com o coração doendo
numa vontade de arranca-lo
e atira-lo pra você.
Pensei em ilustrar o texto
com uma imagem igualmente dramática
mas quando digitei no google
"coração arrancado"
o google me sugeriu "coração emo"
como pesquisa relacionada.
Achei que estou velha pra isso,
e aproveitei que, se quando adolescente a gente
enfrenta coração partido/arrancado com coisas emos,
a vantagem de estar velha demais pra isso,
é poder resolver essa dor
com altas dosagens alcoólicas.

domingo, 12 de dezembro de 2010

drogas

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A cólica esteve aqui a semana toda,
eu só não senti a dor,
dipirona contra cólica.
A saudade esteve aqui a semana toda
eu só não senti a dor,
trabalho demais contra saudade.
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

do jeito que você me olha

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Vou logo avisando que não costumo resistir a olho como os seus.
Especialmente não resisto a papinhos interessantes,
ou sorrisos simpáticos.
Também costumo cair bem boba por outras coisinhas
como olhares sedutores,
mãos que se procuram,
e perfume que arrepia.
Eu sei, eu sei, eu mesma disse que não amaria mais.
Mas não prometi nada quanto a me apaixonar,
Até porque eu amo me apaixonar.
Então, continua assim todo encantador,
que eu logo faço aqui poesias pra você.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

sem volta

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Fui a ultima a sair,
exausta fiquei arrumando os últimos detalhes do roteiro.
Comecei a descer as escadas apenas concentrada no cansaço do dia, que já se estendia muito mais do que eu esperava,
Mas no meio dela me dei conta,
hoje era o ultimo dia que o veria.
Quis voltar
quis desfazer tudo que o silêncio construiu nestes doze meses.
Mas de nada adiantaria.
Ele não estaria mais lá.
Nos próximos dias iremos para locações diferentes,
ele já havia deixado claro que não viria ao dia das exibições dos filmes.
E eu não sei o que será de mim ano que vem.
Parei no ultimo degrau com o estomago embrulhado,
faltou força para chegar ao primeiro piso.
Fiquei ali, parada no ultimo degrau
sabendo que quando terminasse de descer encerraria um dos capítulos mais dificeis da minha vida.
Nossa convivência diaria. Sem nos permitimos ao menos um olhar.
Nós nunca resistimos ao olho no olho.
Sentei no último degrau.
A universidade vazia me encarava com julgamento e desprezo.
Esperei que as forças me viessem, respirei fundo
levantei,
e desci aquele último degrau lentamente.
Andei devagar, me despedindo da saudade que senti dele durante esse ano todo.
O moço da recepção perguntou se eu estava bem, se precisava de um copo d'água, agradeci e continuei.
Não haveria como explicar que a minha dor, era só dor de despedida.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

É sempre amor mesmo que acabe

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Modo de ler esse post:
Sente-se a abra seu coração
lembre de um velho amor que não faz mais parte da sua vida
Dê o play
espere carregar e ouça a música toda de uma vez.
Acompanhe a letra pela q está abaixo do vídeo.
Chore se sentir vontade.




Ela vai mudar
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou
Pelo jeito não descarta uma nova paixão
Mas espera que ele ligue a qualquer hora
Para conversar
Perguntar se é tarde pra ligar
Dizer que pensou nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor mesmo que acabe
Com ela aonde quer que esteja
É sempre amor mesmo que mude
É sempre amor mesmo que alguém esqueça o que passou

Ele vai mudar
Escolher um jeito novo de dizer "Alô"
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
Que aprenda a esquecer sua velha paixão
Mas evita ir até o telefone
Para conversar
Pois é muito tarde pra ligar
Tem pensado nela
Estava com saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor mesmo que mude
É sempre amor mesmo que alguém esqueça o que passou

Para conversar
Nunca é muito tarde pra ligar
Ele pensa nela
Ela tem saudade
Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor mesmo que mude
É sempre amor mesmo que alguém esqueça o que passou

domingo, 5 de dezembro de 2010

bule poca fé

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Contei com riqueza de detalhes sórdidos a minha história
fiz o marido dela chorar, e ela, achei que me poria no colo a qualquer momento.
Do navio ao hospital,
o traçado do fim da fé.
Do caminhar de mãos dadas com Ele nas tardes mexicanas,
da manhã americana quando ele deu dois passos pra trás e se afasto
à noite brasileira quando me dei conta que Ele não estava mais comigo.
Junto contei os detalhes sujos de cada pessoa que contribuiu pra hoje minha história ser só a de alguém que nunca mais pisa em uma igreja.
As falcatruas, as trapaças, as armações.
Vez ou outra a filha dela comentava, algo que me fez ver que a pobre menina caminha o mesmo caminho que um dia já trilhei.
Outras vezes ela e o marido identificavam-se com alguém que lhes faz ainda o mesmo jogo sujo que jogaram comigo.
E por fim em silêncio não retrucaram mais.
cansaram de me catequizar.
Tive medo de tê-los catequizado ateus.
E após um longo silêncio ela me perguntou: Mas hoje, no que você tem fé?
Ah, minha querida,
eu tenho fé, de depois dessa chuva virá um dia lindo de sol.
Eu tenho fé que o dente de leite do seu sobrinho vai cair e no lugar vai ficar uma janelinha fofa naquele sorriso maravilhoso.
Eu tenho fé, que depois de um banho de cachoeira minhas energias se renovam.
Eu tenho fé, de que eu não preciso me vingar, é Karma, a gente recebe de volta tudo o que faz, e quem faz pra gente um dia recebe também.
Eu tenho fé que criança sorrindo me faz sorrir, e mulheres se separando me fazem chorar. Que passarinhos cantando é a primavera chegando, e dirigir na BR é mais legal que na cidade. Tenho fé que amigos estendem a mão, e colegas estão por perto na hora de diversão, e que eu preciso dos dois pra viver.
Tenho fé nos meus sonhos por que corro atrás deles, e realizo eles nem que seja na base da força bruta, e de quando eu chorar, minha mãe vai ter um colo pra me dar.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Confissão em duas linhas

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É que eu sei que a felicidade tem disso,vem sem
avisar e vai embora quando quer. Eu aproveito.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

minta melhor

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Não me diga que se arrepende
quando eu sei que você só se arrepende
de tudo ter sido descoberto.

Letra sem música

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Reli-me
e soo tediosa
apaixonada demais.

E nem o sou mais.

Sou um dia ou outro,
mas nem todos

mas é só num
dia ou noutro
que escrevo

o que me faz
soar assim
tão
blues.

Nào que não o ouça.
Mas ando ritmada
assim quase country
mas as letras
ainda são o velho blues.

Confissão em duas linhas

.
Ele tem todos os motivos para odia-la
mas ela jura que isso não lhe dá o direito

Confissão em duas linhas

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Não se fazem pivetes de 19 anos como antigamente.
Tudo bem, eu aprendo a ter paciencia

terça-feira, 30 de novembro de 2010

fantasia no ar

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E você ainda me pergunta como eu pude acreditar naquela fantasia,
oras,
você me pediu que acreditasse em você,
então eu acreditei em nossa fantasia.
Nossa fantasia.
Achei que era daquelas que não vale a pena ser desperdiçada.
E eu nunca gostei de desperdiçar fantasias,
n
em um por do sol



sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Jazz e poesia

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Nós podíamos ter escrito uma música
mas você é jazz demais para o meu blues
e enquanto você improvisa solo e
vive só de melodias,
minha vida é uma bala romântica
que exige teclado anos 80,
com refrão pegajoso,
eu sempre sou a poesia da canção.
Mas seu jazz nunca aceitou poesia.
Me fiz blues.
Mas blues não é jazz.
Você é o solo melódico.
Eu sou a poesia solitária.
Juntos seríamos tão cafona.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Tarot Semestral

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Quando o naipe de espadas emerge como significante central do Tarot Semestral, a qualidade cortante e fria do elemento Ar é evocada. Assim sendo, pode-se dizer que os próximos meses serão marcados por intensa atividade mental, nos aspectos mais positivos e negativos que este elemento costuma gerar. Para começo de conversa, tirar este naipe como central na Roda sugere um momento de conflito, Damaris. Mas conflitos não são necessariamente maléficos, muito embora possam incomodar bastante. O importante será ter de administrar os aspectos contraditórios da sua própria natureza, que andará bastante estressada. É provável que você venha a se envolver em conflitos com outras pessoas, discussões e situações bem delicadas, de difícil decisão. O naipe de espadas, de fato, não sugere muita “tranqüilidade” mas pelo menos estimula a inteligência!
Cenário: Uma pessoa rompendo suas amarras.O Ás de Espadas traduz em si a imagem da erupção de uma nova etapa da vida, a partir da libertação do desejo de seguir os outros ou agradá-los. A potência desta carta se manifesta como o brotar de novas idéias, notavelmente singulares e astutas. Esta é a carta da força intelectual, do "olhar de raio X", da concentração profunda que direciona objetivos intelectuais, impelindo-os para frente. É o despertar da lucidez, Damaris. Síntese do Semestre: Idéias incríveis e simplesmente brilhantes irromperão do seu cérebro nestes próximos seis meses, Damaris, o que permitirá uma nova abordagem sobre antigos problemas. A espada desta carta permite cortar de sua existência todos os relacionamentos que não servem mais, assim como as idéias obsoletas. Ao final deste semestre, você se perceberá com os olhos muito mais abertos do que jamais estiveram e, assim, poderá tomar decisões muito sagazes no tocante à sua vida.

1a casa:
Identidade: mostra o q vc está oferecendo ao mundo
O mago
O arcano I do Tarot representa personalidades individualistas com uma maior destreza intelectual e sabedoria

2a casa
dinheiro e finanças: a partir do entendimento do arcano do Tarot correspondente, você poderá otimizar a sua vida financeira e até mesmo se prevenir contra eventuais perdas
A Imperatriz
O arcano III do Tarot sugere um desenvolvimento intenso e uma sensualidade benéfica.

3a casa
relações sociais e intelecto: é importante para lhe revelar aspectos gerais de sua comunicação com o meio ambiente, a sua relação com as pessoas do meio circundante, principalmente aquelas com quem você convive por uma obrigatoriedade circunstancial
O Eremita
Neste arcano IX do Tarot, predomina o significado de recolhimento interior, manter a concentração no que é essencial.

4a casa
família e mundo interior: envolve sobretudo sua família de origem
O diabo
O arcano XV do Tarot revela uma natureza instintiva e impulsiva. Um período propenso a paixões profundas.

5a casa
Diversão e prazer: está associada àquela parte nossa que sente a necessidade de agir no mundo de maneira criativa.
A força
Neste arcano XI do Tarot, as conquistas no amor vêm através da determinação e do poder de sedução.

6a casa
Saúde e cotidiano:conduz a compreender melhor a sua relação com seu próprio corpo nestes próximos meses, Na casa 6, também podemos avaliar de que maneira você estará organizando seu cotidiano, de que forma lidará com as questões básicas e práticas do dia-a-dia.
O louco
O arcano zero do Tarot indica situações extremas: uma renovação ou uma completa desestabilização

7a casa
Vida Afetiva: É a partir do entendimento da carta associada a esta casa que você poderá entender melhor quais os caminhos mais possíveis que a sua vida afetiva tomará
A Justiça
O arcano VIII do Tarot revela um período de equilíbrio interior, concentração e autocontrole

8a casa
Desafios Possiveis: Eis aqui a carta da crise. Se refere aos possíveis problemas que enfrentaremos nestes próximos seis meses. Todos nós possuímos sombras, ao invés de fugir delas, é preferível enfrentá-las.
A Temperança
O arcano XIV do Tarot, revela uma fusão harmônica entre idéias opostas.

9a casa
Evolução Pessoal: Sua vida espiritual e os conseqüentes caminhos de elevação interior, o que termina incluindo também a sua maior virtude nestes próximos seis meses. Numa outra ordem de coisas, a nona casa também pode se referir a viagens e à vida acadêmica, caso você esteja na Universidade, ou fazendo algum curso de mestrado ou doutorado.
A carruagem
Neste arcano VII do Tarot, o condutor da carruagem com armadura simboliza orientação interior direcionada ao objetivo

10a casa
Carreira: revela os prognósticos profissionais e suas possibilidades de trabalho para os próximos seis meses. Mais do que isso: representa metas e objetivos de curto prazo.
O Imperador
O arcano IV do Tarot mostra uma figura da majestade, que significa força, autoridade e poder.

11a casa
Amizade e futuro próximo: se refere às suas relações com seus amigos e dá importantes alertas e toques sobre esta área da sua vida; a segunda significação da Casa 11 diz respeito às suas prováveis metas para o ciclo que vem depois deste, ou seja, coisas a considerar para o final destes seis meses que perfazem a tiragem do Tarot.
O sol
Neste arcano XIX do Tarot, entusiasmo é a palavra-chave. Representa a harmonia entre a consciência e a existência

12a casa
Conselhos finais: um conselho final significativo para que você possa viver este próximo ciclo com sabedoria e entendimento!
O Homem Pendurado
O arcano XII do Tarot reflete o sacrifício como demonstração de amor. A Sensação de anulação e fraqueza também pode estar presente.

domingo, 21 de novembro de 2010

Uma porção de coisas desconexas

,
Recentemente ando babacamente com saudade.
como pode né?!
Depois de tudo porque passamos eu ainda sentir falta dele.
Dormir não é mais uma tarefa fácil,
é que todas as vezes que fecho meus olhos eu lembro dos dele,
então só durmo quando o cansaço me arrebata.

Também voltei aos antidepressivos.
Erradamente eu sei.
To tomando os que sobraram aqui em casa.
Vou marcar médico essa semana.

Tenho medo de que um dia ele vá embora,
ou serei eu que irá? quem pode saber...
Mas sem que antes eu possa ter dito tudo.

Ando especialmente triste comigo mesma.
Porque ele me magoou tanto,
como eu posso ter tão pouca estima por mim mesma
pra me permitir continuar amá-lo
Eu sei que não é a ele que eu amo,
é uma imagem erreal que eu tenho gravada da memória
que em quase nada representa ele
mas de qualquer forma eu essa semana
sim, pq semana q vem tudo pode mudar
essa semana, eu odeio amá-lo

sábado, 20 de novembro de 2010

aniversário do fim

,
Dia vinte e cinco vai completar um ano.
Um ano que a gente terminou.
E ainda dói como se tivesse sido hoje de manhã.
Nos ultimos dias fiquei pensando se eu poderia ter feito algo pra salvar nós dois. Se essa minha mania de guardar pelo menos meu orgulho, depois que se me levaram a coragem, a vontade de viver, e um pouco do brilho dos meus olhos.
Não sei.
A verdade é que eu não telefonei uma única vez.
E, apesar de vê-lo todos os dias, nunca mais lhe olhei nos olhos.
Não trocamos nem mais uma palhavra.
E nem um único dia eu deixei de sentir falta dele.
Durante meus dias de luto eu chorei o que havia de ser chorado,
mas dep
ois retomei os remos do barco,
e dia após dia eu cheguei ao fim do dia.
Acho que podería ser menos difícil sem essa convivência forçada,
mas,
não discuto mais com o destino,
de na
da adiantaria,
ainda teríamos que dividir o mesmo ambiente 5 horas por dia,
mas com certeza eu teria mais rugas

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Vontades que vem do nada

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Apesar de todo esse cansasso
apesar do tempo escasso,
apesar de não ter espaço.


Apesar de ser sem jeito,
do caminho estreito
e do ar, que sem você fica rarefeito

Apesar de tanto descaso
dos prazos em atrazo
Apesar do caso meio ao acaso.

Apesar da hora passada
da tabelinha atrasada
e da cerveja nem mais estar gelada

Apesar da dor de barriga
de tanta fadiga
e da falta que me faz minha amiga.

Ah
que vontade de dançar.

Confissão em duas linhas

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Se não consigo vencer meu vício de você.
Ao menos tento superar meu vício de falar de você

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Mianmar - Good Morning Sunshine

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Nós invariavelmente mostrávamos nas nossas rotinas o pior de cada cultura.
Era alguma razão fútil para criar uma discussão entre dois departamentos e uma pequena guerra mundial acontecia nos porões do navio.
Casa paisano defendia seu paisano, que é como chamavamos alguém da mesma nacionalidade, e alianças aconteciam no melhor estilo guerra mesmo.
Então como o que há de pior em cada cultura aflorava naturalmente, nos esforçavamos pra mostrar o lado positivo de se ser paisano de tal cantinho do mundo.
Quando trabalhei no serviço de quarto, meu turno favorito era o da noite. Minha ultima função antes da alforria diária era juntar as bandejas que os hospedes deixavam do lado de fora das cabines.
Enquanto fazia minha seção passava cumpimentando o pessoal da limpesa que começava o turno. Mais pelo Romeno lindo que eu paquerava, e outro tanto por um cara de Mianmar que animava meu dia.
Ele sempre me cumprimentava com: Bom dia raio de sol!
Eu achava aquilo tão lindo que mais de uma vez ele me foi razão pra não abandonar tudo.
Um vez ele me contou que era tradicção na região onde ele morava.
Que cumprimentar as pessoas pela manhã da maneira mais alegre, esforcada, animada e feliz possivel não custava quase nada, e fazia um bem pra quem recebia que não se podia calcular.
E ele tinha razão.
Nunca aprendi o nome estranho dele. Mas lembro até hoje daquele sorroso sem dentes que alegrava meu dia:
Good morning sunshine!!!!!

sábado, 6 de novembro de 2010

Indonésia

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Eu sempre volto do cinema com vontade de escrever, como se o cinema me lembrasse que se eu não escrever minha história ninguém vai escreve-la por mim. E eu levo isso sempre tão a sério que minhas rimas sempre costumas ser pós-cinema.
Mas curiosamente, hoje não voltei pensando em rimas sobre alguém. Sobre a dor nem sobre o amor. Voltei pensando em mim e nas minhas histórias.
Pensei que eu também comprei um dicionário de italiano um dia, e também babava nele com a esperança de um dia aprender de tanto olha-lo.
Também aprendi lições de alma com indianos, e também trouxe de Indonésios coisas que ficarão pra sempre marcadas na minha vida.
Fiquei pensando nas lições que a protagonista fo filme aprendeu, e no porque eu n~unca consegui transformar minhas viagens em lições de vida.
Talve eu tenha saído jovem de mais.
Mas não há como sustentar esse argumento. Eu precisava daquilo mais do que do próprio ar naquele momento.
Talvez essa mania de só ver o lado ruim das coisas. É esse argumento faz sentido, e eu bem devia começar a rever meu ponto de vista da vida.
Na minha segunda viagem conheci uma carioca surtada que repetia sempre "você reclama demais" e eu não conseguia entender. Hoje já consigo me ver reclamando. Mas não consigo parar de reclamar.
Meu chefe romeno dizia que meu problema era que eu pensava demais. Recentemente meu orientador do tcc me disse a mesma coisa.
Meu chefe indiano me fazia chorar por não entender a separação que ele fazia de quando era meu chefe grosso e estupido e de quando era meu amigo. Hoje temo que queria ser como ele, mas não sei ser. Então não sou ninguém, e deixo de falar coisas que poderiam ser de grande valia no trabalho de alguém.
Enquanto eu esperava meu ultimo cheque, mais ou menos uma hora antes de sair do navio, a Rowena, uma Indonésia suja, trapaceira, piriguete, e um amor me procurava loucamente nos corredores do navio. Tinha nas mãos um frasco de um perfume que ela amava, que aliás fedia muito, pra me dar de presente. Disse que foi pra ela um orgulho trabalhar comigo. Morar também, sim eu dividi quarto com a cabelos cadentes. Ela falou como aprendeu comigo a só chorar escondida, que ninguém precisa saber que conseguia me deixar pra baixo. Hoje penso que eu tinha esquecido a lição que aprendi tão duramente naquele lugar.
Os Markos eram dois Servios lindos e vazios. Eu odiava um deles. O outro me encheu de orgulho um dia quando encheu a cara no bar e mandou nosso chefe filipino tomar bem no meio do olho do cu dele, isso após desenhar o mapa do olho do cu no placar da sinuca e pediu demissão.
O outro Marko, antes mesmo da palavra fake virar modinha eu o diferenciava do Marko hero, como sendo o Marko fake. Quando ele cantava de galo, eu que naquela altura tinha aprendido a brigar gritava "você não é real Marko. Nadsa em você é original." Não sei por que eu me implicava tanto com ele. No dia que pedi demissão ele me procurou, me deu um abraço apertado e falou naquele ingles porco dele: "Essa é minha ultima chance. Por isso ainda pareco fake, porque estou me criando de novo e preciso me adaptar a esse personagem. Você pediu demissão porque tinha mais uma chance. Mas, e se for a sua ultima chance, porque um dia, ela será, você não se agarraria a ela a ponto de criar uma nova você?"
O Marko fake me ensinou uma valiosa lição naquele dia, a de que eu não preciso ser sempre eu. E foi uma das poucas liçoes que a que tenho me mantido firme.
Acho que nos proximos dias vou tentar repassar os bons momentos que ficaram das viagens. Afinal os maus e já enterrei na minha memória seletiva mesmo.
Tentar deixar eles eternos, já que são mesmo merecedores da eternidade.
Prometi ao Phillip e à Supakorn que eles se casariam no Brasil, que era o meio do caminho no mundo. O Victor já estaria aqui, a Rowena viria da Indonésia, Phillip nadando da Africa do Sul e todos encontraríamos a Sup deslumbrante vestida de noiva.
Eles acharam que meu plano não era muito eficiente.
Mas acho queum dia vou reencontrá-los.
Hoje estranhamente eu sinto isso.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

vontade que vem do nada

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Que vontade de ter você
que vontade de perguntar se ainda é cedo
Que vontade de merecer um cantinho do seu olhar

mas tenho medo.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

lei da atração

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Pode ser Karma, O segredo
forças ocultas
lei da atração
energias cósmicas
ou seja lá qual for o nome
Mas que há algo que envia de volta pra gente tudo que a gente faz, ahh, isso há.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Pegando a estrada

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Hoje, peguei a estrada daquele jeito que você dizia que se preocupava, num dia nublado com vento, e a moto como sempre deixando a desejar.
Mas não se preocupe, vesti aquela jaqueta que proteje de vento e chuva.
Fui querendo chegar, mas algumas gotas de chuva já caiam.
Então a cada saída, eu me prometia só mais uma, só mais um retorno. Só mais dez quilometros.
Se essa chuva não cair, eu vou um pouco mais, só até ali, e lá na frente eu decido se continuo.
Era assim com você.
As previsões todas anunciavam o temporal que cairia, mas eu só retornei quando não deu mais de continuar. Tomar chuva na moto dói, sabia?
Assim também foi tudo que acabei enfrentando, porque mesmo sabendo que uma hora ou outra o céu cairia sobre minha cabeça, enquanto a viagem estava boa, enquanto tomar aquela garoa só deixava o passeio ainda mais interessante eu não me importava com a previsão do tempo.
Mas pelo menos hoje isso não foi assim.
A certa altura vi o temporal caindo lá na frente, dei meia volta e retomei o caminho de casa.
Aprendi a lição com você né.
Melhor não esperar pra ver se o temporal me alcançará.
Na volta pra casa a chuva engrossou e eu fiquei pensando que nós dois éramos como aquele céu.
De um lado azul, e de outro negro como a noite.
E eu só me importava em olhar para o céu azul, e quanto o temporal me pegou, me senti desprevinida, nem aquela jaqueta que segura vento e chuva eu tinha.
E hoje, acho que ainda resta uma garoa, ou talvez seja só o lamaçal.
Não sei o que restou, só sei que ainda está dificil seguir em frente.
Ainda bem que eu sei que um dia o sol brilha de novo.
E em alguns dias é no céu inteeeeeiro

sábado, 23 de outubro de 2010

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

esquecida que sou

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Da minha parte já não considero mais algo que me importe ou me seja necessário te esquecer.
Sigo assim, de modo simples e eterno te amando,
já nem considerando mais que haja recíproca ou a necessidade dela.
Amo por que te amo, apenas por que te amo.
Te amar faz parte de mim, e se antes pensava que precisava te esquecer para prosseguir,
agora percebo que só prossigo porque nunca consegui de esquecer.
Seguir te amando então irei, e não que te faça algo de diferença, mas de qualquer forma, não se preocupe. Não dói mais, é um amor que está além da dor, além do tempo, além de nós dois.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Da série: respostas de email

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Carlos eu gostaria de pedir q vc não me enviasse mais esse email preconceituosos, cheios de maldade e sem aquilo q vcs tem mania de chamar de amor.
Me desculpe. Mas essa é uma das atitudes q no inicio me levaram a sair da igreja e com o tempo me levaram a concordar com Nietzche qdo disse q Deus está morto.
Se o seu Deus é assim tão limitado então ele morreu antes de eu ou o filosofo percebermos,
pq,
Casamento não é o que vc então considera.
Casamento são seus direitos civis respeitados.
Eu também assisti a respostagem do Serra e só discordo dele quando ele diz que casamento tem q ser discutido com as igrejas,
As igrejas tinham q tentar ajudar as pessoas, e nao condena-las, pq acredite, nos 24 anos que permaneci em igrejas em li mto a biblia e sei bem q isso nao cabe a pessoa nenhuma.
Casamento é direito civil. É aquilo que a constituição dá por direito a cada brasileiro, e que crente ignorante nenhum tem direito de roubar de duas pessoas só porque nao consegue conviver com as diferenças.
Então por favor,
Limite seu preconceito a pessoas que pensam como você.
Eu ainda pretendo ser dama de honra no casamento de dois grandes amigos meus, onde os dois entrarão de noivo.
E na vida de casado deles observo tudo aquilo que nunca vi homens q se diziam dedeus fazerem: respeito, afeto, dignidade, pagar contas em dia, e todas aquelas outras coisas que depois q desisti de procurar na igreja, percebi que quem está fora desse clubinho baixo e sujo de vocês têm sobrando, enquanto vocês os excluem.
Espero pessoalmente que um dia os preconceitos de vcs sejam denunciados e que uma boa meia duzia de vocês vá pra cadeia, assim aprende que junto com os direitos civis a constituição nos garante outras coisas, que nao vou me dar o trabalho de escrever,
pare de ler esse conto de fadas falido de capa preta que vcs tanto leem e vá ler a constituiçao, aproveita e lê o código civil, e vc vai ver que encaminar esse tipo de email é pedir pra ser preso.

Att.Damaris

domingo, 10 de outubro de 2010

Testamento

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Deixo pra Priscila, minha prima, todos os meus brinco, e pra tia Bia os meus Relógios.
Deixo pra Tati meus perfumes, meus cremes de cabelo e a prancha, mas o BabyLiss deixo pra Bruna.
Deixo meus esmaltes para serem divididos num ringue sangrento entre a Jordana, a Lidy loira e a Tati cilios postiços.
Os direitos que talvez possam existir sobre os meus livros da Tribo eu deixo pra Carol, e se o estágio que o Chico me conseguiu sair depois que eu me for, peço que seja transferido pra Anna Júlia.
Minhas bolsas eu deixo pra minha mãe. Mas não a bolsa roxa, quero ser enterrada com ela. Também quero ser enterrada com meus esmaltes da Revlon.
Deixo minha maquiagens para a lidi morena, e espero que tendo material ela aprenda a se maquiar. Exceto pelos lápis de olho que deixo pro Vini e pro Jão. Sinto que eles fecham a trupe agora. Não haverá mais quem saiba comprar lápis de olho.
Meus livros, os de quando eu tinha fé (seria hora de voltar a ter?) eu deixo pra Ana Raquel. os livros da Arte deixo para a Sandra, os da Publicidade deixo pro curso de publicidade da Unicentro. Os livros de literatura deixo pra Tia Bia. Os livros em Inglês deixo pra Priscila, e os em Espanhol deixo pra Iandra.
Deixo minhas mochilas para o Guilherme.
Meus óculos eu gostaria que fossem divididos da seguinte forma: O avidor pra Tati, o Roxo pra Cris, o preto pra Lidy loira, o de lente clara pra Poli meneguel.
Meus vestidos deixo pra Helen.
Meus sapatos ficam pra alguém que calçe 39. Mas quero ser enterrada com o scarpin vermelho.
Pra Vivian ficam minhas flores de cabelo.
Isso é tudo que eu tenho.
Mas não é tudo que eu deixaria.
Eu deixaria uma trupe de palhaços sem uma bailarina acima do peso, adorada pelas meninas.
Eu deixaria meu pai e meu irmão arrazados, e perdidos sem ter de quem sugar a vida.
Eu deixaria minha irmã com cabelos secos. Incapaz de comprar os próprios cremes de cabelo.
Aqui no blog eu sei que ficariam uns seis ou sete blogueiros sem chão. Eu até poderia lincar vocês aqui, mas eu poderia esquecer de um, mas acreditem, seus comentários são carinhosamente esperados. Mas não resisti em lincar mais alguns: Sylvio, Paula, Ana Cris, Blueeees, Manoel, Re Fagundes, Paulinho Tamburro, Castanheira, Alguém sem conserto, Buh, Ludi, Ju Fuzeto,Belle, Atitude subs feminino, Lingua Nervosa, e a queridissima Celamar. Porque nomear vocês? Oras, isso é um testamento, todo mundo que importa ne minha vida precisa estar aqui
Eu sei ainda que deixaria uma piada no ar para o dia da minha formatura.
Acho que eu deixaria uns amigos sem saber pra onde ir. Mas as vezes duvido disso, mas isso só me prova que preciso voltar a tomar antidepressivo.
Deixaria ainda um grande amor, mas esse já me deixou mesmo. Mas eu ainda deixaria pra ele meus blusões de Killington que ele sempre tanto gostou.
Ia ficar aqui minha vontade de um dia voltar lá na escola do Candói pra dizer que é sim possível sair de lá e ganhar o mundo.
Três gatos incinsoláveis eu deixaria. Talvez o Nicolau não sentisse tanto assim a minha falta, mas o Bombom e a Sophie esses sofreriam.
Deixaria duas encomendas da avon sem pagar, mas também as lojas da minha cidade equipadas com bons produtos, de tanto eu pedir.
Minha mãe perderia seu cronograma, e talvez mudasse de cidade. Deixaria ainda minha mãe sem saber onde comprar roupas, escovar o cabelo e usar o computador.
Tava pensando agora, acho que deixo ainda minhas canetas pra Ana Raquel, e pra Carol a responsabilidade de escrever minha biografia.






UPDATE MEMÍSTICO
Blues me deu a idéia de transformar a ideia do testamento num meme.
E depois de ler o dela eu entendi o qto a idéia foi boa.
eu sei q nos blogs q eu deixei recadinho eu falei q só haviam duas regras
qualquer pessoa q seja linkada no testamento agora foi intimada a testamentear tbém. E contar quem q indicou, q assim a gente sempre fica sabendo de nvoos e bons blogs.
Mas acabei de criar mais uma.

Tem q seguir aquele que já é seu estilo de escrita no blog.

Fico aqui imaginando como será o testamento da Renata, do Paulinho, ou do Chico. Eu sei que todos temos nosso modo de escrever, só que o deles é mais facil de exemplificar. rsrs
Um beijo Curioso..

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Amores e amigos

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Dizem os orientais que o amor vem com o tempo,
Já o ocidente usa o tempo pra matar o amor.
Com sorte, talvez depois do amor, nos reste ser grandes amigos.
Mas, seria possivel na amizade nascer um grande amor?

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Dores que chamam palavras

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A primeira dor que conheci que chamava uma palavra foi AZIA.
A dor, a queimação aquilo tudo que ardia no estomago tinha que ter um nome, e tinha. Assim que começou a queimar, eu sabia aquilo só podia ser azia.
Com o tempo a azia trouxe outro nome de dor, GASTRITE era ele.
E pouco tempo depois, minha mãe me explicava que uma nova dor que eu sentia quería dizer que eu tinha virado mocinha. Instintivamente concluí que só podia ser a tal da CÓLICA que tanto se falava.
Muito tempo se passou até eu conhecer uma nova dor que chamava palavra. Eu estava morando sozinha nos Estados Unidos, e sentia muito mais que saudade, e pra piorar não existia uma palavra em inglês pra dizer que aquela dor toda que meus olhas estampavam era saudade. Eu me sentia doente. Doente e só minha casa me curaria. Descobri assim o nome em inglês pra dor que eu sentia: HOMESICKNESS.
Mais um longo período sem dores que não tinham nome. E um dia, veio uma dor, uma dor tão forte, quase destrutiva que me arremessou ao chão, e em lágrimas eu apertava as mãos contra a cabeça, ENXAQUECA pareceu caber certinho pra descrever aquela que só poderia ser a mais forte das dores.
RINITE é outra palavra que apareceu, uns dizem que ela trouxe a enxaqueca, mas eu sei que ela sempre esteve ali. A enxaqueca só a libertou pra me por de cama.
Mas de todas essas é uma dor que não dói que todos os dias prende meu fôlego. Não é medo, também não é ansiedade. Não é DOR, não. Definitivamente não é dor. O nome dela, é TUMOR.

Sobre Brad, sobre o tempo, sobre friends, sobre nós dois

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Ando pensando muito nessa coisa de tempo, de Karma, de amor, de Jennifer Aniston e de saudade.
Não parece, mas as coisas fazem sentido, de alguma forma.
Eu sempre achei que eu e um alguém que a muito tempo ficou só na minha história seríamos o Ross and Rachel do nosso grupo de amigos. Mas o tempo passou, e nunca fomos. Aliás o tempo passando tem mostrado que não há mesmo futuro para nós dois. Então não haverá reencontros em portões de embarque. Mas tudo bem. A vida prosseguiu, e despedidas em aeroporto são mesmo muito cafonas.
Ontem estava lendo sobre um novo filme da Jennifer Aniston e claro que em algum momento citaram que ela e Brad já foram pombinhos. Confesso que não suporto da idéia de Brad Pitt e Angelina Jolie juntos. Sempre fui do Team Jenn. Não gosto de pessoas que conseguem tudo. Isso me irrita. Porque a maioria das pessoas não vai conseguir nem metade.
Por isso gosto tanto da Jennifer Aniston, ela parece normal.
Me irrita a Angelina Jolie ter sido bad girl e agora ser embaixadora da Unicef. Não é justo com quem faz as coisas direitinho, não é justo que você tente fazer tudo do jeito certo a vida inteira e que alguém que só fodeu, resolva se redimir de uma hora pra outra e que não haja nenhum preço a ser pago.
Também não gosto de todas as outras vintemil namoradas que o Brad já teve terem podido seguir com a vida, mas a Jenn, não. Ela será sempre lembrada como a ex que ele largou pra ficar com a Miss bocão.
Assim como eu e ele. Não o cara que citei acima. ELE.
O cara que todas as vezes volta a ser o assunto.
O cara que nunca vão me perdoar. Que eu sempre serei lembrada como a que ele deixou pra bla bla bla.
Posso confessar algo?
Acho que posso né, esse blog já é praticamente só meu, a Bruna nunca mais escreveu aqui, e as vezes acho que não seremos mais amigas como éramos na época que começamos o blog. Então se o blog é só meu eu posso confessar né?!
Eu ainda gosto dele.
E isso me dói.
Dói todos os dias.
Afinal eu o vejo todos os dias. Agora em nova companhia. E isso me dói ainda mais.
Fico pensando se eu serei como a Jenn, se daqui a cinco, seis anos, ainda vão lembrar que ele me deixou pra ficar com a tia vinte anos mais velha.
Só por hoje eu aceitaria ser novamente a outra da vez. Mas aí lembro de karma, e de que nem posso ser internada em determinado hospital, porque a tia trabalha lá, e karma né, certeza que ela seria minha enfermeira e eu saíria de lá muito pior que entrei. Imagina se eu recomeçasse o que a vida em um ano ainda não desfez em meu coração.
Ou não né.
Veja a Angelina Jolie, fez e aconteceu. Bebeu, fumou, cheirou, lambeu e raspou com os dentes tudo que se pode usar. E hoje, ao lado do ex-da Jenn desfila sua meia duzia de filhos. (odeio ela ter filhos)
Talvez o mundo seja mesmo de quem tá nem aí pras regras

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Por que eu não poderia ter escolhido a medicina

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Eu dou trabalho, eu sei.
Não tomo nada q meu médico não tenha prescrito. Coisas de quem já tem remédios demais pra tomar e morre de medo de quem um interfira noutro.
Ainda assim ontem fui parar no hospital por intoxicação medicamentosa. Pácaba né.
Ai fiquei hoje pela manhã reparando nos comentários do médico, da moça que veio buscar o café e mais tarde da enfermeira sobre minha aparência estar muito boa, olhei no espelho e me achei um caco.
Fiquei o resto da manhã imaginando o quanto de pessoas verdes, arrebentadas, etc eles veem por dia.
E concluí que nunca poderia mesmo ter escolhido esta área, mesmo que as vezes me cobre que seria sim possível, era só eu ter tido um pouco mais de oportunidades.
Mas eu sinceramente ficaria profundamente deprimida em apenas duas semanas se tivesse que só ver gente doente.
Sem chance mesmo.
A publicidade provavelmente não vai me deixar rica, mas pelo menos serei sempre rodeada de gente bonita, saudável e coradinha.

domingo, 19 de setembro de 2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Completudes

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"por não cheirar mais teus olhos,
por não enxergar o som da tua voz,
por não tatear teus pensamentos,
por não ouvir a voz do teu olhar."





daqui

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A despedida do Amor

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Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também...

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida...
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a 'dor-de-cotovelo'
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: "Eu amo, logo existo".

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente...
E só então a gente poderá amar, de novo.





Martha Medeiros

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Confissão em duas linhas


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Gratuitamente ofendida.
Profundamente magoada.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Correntes de email em época de eleição

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Sempre acho uma certa graça dos emails tipo corrente que recebo. Fico imaginando o que fez a pessoa encaminhar ele pra mim. Quando morei fora do país recebia muitos emails falando das maravilhas do Brasil e de se brasileiro, acho que as pessoas tinham medo que eu esquecesse, ou que se alguém me perguntasse do Brasil eu não tivesse nada pra falar de bom.
Nessas épocas eleitorais, fico recebendo emails com nomes de candidatos e orientações para não votar neles. Mas, honestamente, não acho que sejam bons argumentos.
Tem um que é de quem não votou pelo afastamento da mesa diretora da câmara no meu estado quando num dos escandalos chegou-se a cogitar isso. Lá está o nome de um candidato da minha cidade, e que tem feito um bom trabalho. Fico pensando que se não votar nele voto em quem? Em um candidato de outra cidade que me deixará esquecida? Ou num filhinho de papai que nunca foi parte nem do gremio da escola e agora resolveu politizar-se.
Sei que parece discurso de rouba mas faz, se bem que nunca ouvi dizer que ele rouba, mas a verdade é que num geral da vida sempre escolhemos o menos pior, já que não existem pessoas honestas, então porque eu não posso votar nele? Politica é jogo político, imagino que tenha havido uma boa razão pra ele não votar pelo afastamento.
Outro email que recebo é de que alguém vai legalizar o casamento gay, e não podemos votar nessas pessoas. Ora, faça me um favor de montar uma colônia Amish pra você e ir morar bem longe da sociedade. Dois dos meus melhores amigos são gays, e sonho com o dia que eles vão poder casar. Vou ser a madrinha, e é bom que seja senão obrigo os dois a casarem de vestido de noiva. O que passa na cabeça de uma pessoa dessas pra repassar esse email? Isso deve dar até cadeia né?
Outro é sobre o aborto, que atualmente eu não faria, mas, não posso julgar as escolhas de alguém. Em um mundo onde os homens mandam, é facil apedrejar uma mulher que aborta, mas ser homem o bastante pra assumir isso não se vê por aí com muita frequencia.
Por fim um email de proteção aos animais. Tá, morro de dó dos bichinhos, mas sei lá, acho que em alguns lugares do paísa caça de subsistência existe, concordo também que se uma lei dessas fosse regulamentada existiriam muitas brechas, mas... E o ribeirinho que precisa comer? Ninguém pensa nele né?
Como professora (quase) fico esperando o dia que vou receber um email com os nomes das pessoas que tratam a educação como mercadoria. Salário de professor é desnecessário e suprir as necessidades de uma escola esbajar. Aí sim.
Aí eu ia entender o porque do email.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A Origem

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Eu andei pensando sobre sonhos, e sonhos dentro de sonhos.
Sobre o tempo, e os tempos dentro do tempo.
E acho que aquela viagem foi um sonho dentro do sonho,
e que essas ultimas semanas podem ter sido só um pesadelo dentro do pesadelo.

Como pode né?!
Eu voltei do filme pensando nele denovo.
Acho que eu falaria sobre esse filme com ele por horas,
e ele ouviria com aquela cara que me fazia apaixonar ainda mais
um sei lá,
um uma coisa de espanto e admiração.

Acho que a semana que passamos indo e vindo naquela viagem,
foi o sonho, dentro do sonho que foi o ano passado.
E, que essas ultimas semanas infernais, podem ter sido,
um pesadelo, dentro do pesadelo que está sendo esse ano.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Casca de ferida

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Hoje, com cuidado eu arranquei as cascas de uma ferida.
Eu sei que provavelmente ela me protegia,
não deixava exposta a ferida que teima em demorar muito mais do que eu costumo suportar para cicatrizar.
Mas não aguentei mais vê-la ali,
então mergulhei em água morna,
e aos pouquinhos,
primeiros pelos cantos arranquei-a dali.
Por baixo, parte da ferida mostrava-se já pronta pra enfrentar as intempéries que vem.
Outras partes ainda sangram.
E agora uma nova casca se formará,
menor,
um pouco mais fina talvez.
Talvez não.
Mas eu precisava tira-la dali.
Eu precisava.

Amor imperfeito

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Só nas útimas duas ou três semanas eu conheci uns quatro "amor da minha vida".
Tenho medo do dia que eu vou começar a levar a sério esse tal amor.

domingo, 29 de agosto de 2010

Punhais nas mãos de crianças

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Hoje ela contou
eram já vinte anos
Vinte anos pareciam muitos
quando assim, contados juntos.

Era apenas uma criança
quando tudo começou,
e ainda hoje não entendia
o motivo daquilo tudo.

Sentia-se acuada
e como um cachorro sempre preso
com violencia reagia às pedras
que se lhe atiravam.

Sua vontade era de agarrar um punhal
e cravar bem fundo na dor
na dor que sentia, ou em quem a impunha
Só queria não doer mais.

Como uma criança reagia,
chorava, gritava. E sabia disso.
Mas sabia também, que as agressões
começaram antes de conhecer
Um modo mais maduro de reagir.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Girassol

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Acontece que nosso problema é justamente termos diferenças
e
claro semelhanças.

E hoje, enquanto nós dois
plantamos girassóis,
Você passa seus dias ouvindo cidade negra.
E eu,
passo minhas noites ouvindo Ira.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Copa do mundo em Curitiba? Entendendo pq não...

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Lance-se ao futuro comigo, vamo à dois mil e catorze:
Bem vindos ao ano da copa do mundo no Brasil.
Sim amiguinhos, nos ultimos quatro anos nós vimos aeroporto militar ser camuflado em comercial, traficantes tirando férias e a segurança dos sonhos do Blater acontecendo, estádios reformados, pobres maquiados, tudo pra ninguém notar que um evento desse porte não cabe por aqui.
Mas todo mundo esqueceu dos curitibanos.

PAUSA
Eu cheguei a conclusão do problema que aflige este povo antipático.
O problema é que curitibano é inteirorano.
Nada contra o interior, a cidade que cresci tem 17 mil habitantes. Na época eram 3 mil.
Mas é exatamente o fato de eu vir do interior que me ajuda a entende-los.
Lá em Candói, só tem uma igreja, então quando alguém de fora surge, e o morador da a informação: é depois da igreja. é uma informação bastante razoavel, já que dali (nõa importa onde ele esteja) dá de ver a igreja, e, depois da igreja não é um espaço muito grande, fica fácil de se achar o que se procura nas três quadras que ali existem. (o candói cresceu, mas meu candói ainda é aquele de 1992)
O curitibano, é um candoiano em cidade grande
Acho que isso explica muito de como um curitibano dá uma informação né?!
Não vou entrar no mérito boa educação aqui...
isso é assunto pra outro post revoltado...

PLAY
Então, são eles mesmos que vão arrebentar com todos os esforços públicos e privados de se levar uma boa imagem desta copa pra fora.
Amiguinhos, já que estamos nessa viagem astral, venha mais longe comigo.
Imagine você, que você está na Praça Rui Barbosa ali na frente da banca de revistas, precisando ir para um lugar qualquer, qualquer lugar, voce irá pedir informação.
Nisto, você avista um grupo de extrangeiros, e todos querem ir ao mesmo lugar que você.
ótimo você pensa, curitibano é estúpido e sem noção, mas é com outros paranaenses, ou no máximo com outros brasileiros, com extrangeiros a coisa será diferente. Vou me juntar a eles e assim consigo ouvir a informação.
Ahhh, sinto até um dózinho futurístico de você, mas ao menos, é um momento de grande diversão que só intercambistas, novaiorquinos e tripulantes de navios já viram.
Como cada nacionalidade reage a esse tipo de filhadaputice:
Voltando à história:
Você e seus novos amigos extrangeiros foram pedir informação à um curitibano padrão.
Ele/a sem olhar pra você e seus amigos exóticos, aponta numa direção qualquer e explica pra virar numa rua que vocês não sabem qual é e enquanto aponta na direção oposta à primeira diz pra virar depois de uma igreja qualquer.
Agora,
como cada um desses extrangeiros reagirá?
Tô numa vibe João Cleber, e vou deixar pro próximo capítulo.
Não perca!
Depois dos intervalos comerciais!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Copa do mundo em Curitiba? Acho melhor não.

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Eu e a Diva tínhamos pensado em transformar nossa idéia em curta-metragem e vender pra passar na Revista RPC com direito a Diogo portugal e tudo mais. Depois, como somos muito das bardosa achei que estaria fazendo um bem pro mundo se eu só sugerisse a matéria pra RPC (a globo aqui no Paraná), mas os dias passaram, uma preguissera tomou conta e eu abandonei meus planos de salvar o maior evento do mundo.
Mas hoje um curitibano atravessou meu dia, e me fez relembrar minhas crises existenciais e como o curta dá muito trabalho e ninguém lê email em redação de emissora mesmo, pensei: é isso aí, o que importa é a internet ficar sabendo né! E cá estou eu, dando um tempo na minha vibe poética e retomando minha vibe, eu me implico com tudo.
Sim,
Se você é de outro estado você provavelmente deve estar pensando, como assim? Existe algo que possa impedir a perfeição da copa em Curitiba? Aquela cidade linda, arborizada, com um sistema de transporte eficiente, a população que fala todas as línguas do mundo, e blá blá blá?
SIM!
Os curitibanos.
Curitibacas como são carinhosamente denominados pelo restante do estado são um povinho que vai inviabilizar a copa, juro. Podem escrever o que estou falando, aliás nem precisa, eu mesma estou escrevendo.
Há algumas semanas eu precisei chegar em um lugar qualquer em Curitiba.
O Google maps informou 20 minutos a pé. Supimpa, lá fomos eu e a Diva, as tal lugar.
Começou nossa odisséia, sim, porque teve todos os elementos de uma odisseia que se possa querer.
Primeiro problema: As ruas em Curitiba mudam de nome. Simples assim, tá indo com um nome, e do nada, pelo capricho de alguém que não tinha nada melhor pra fazer, a rua muda de nome.
Seu mapinha do Google maps vai pro lixo nesse exato momento.
Segundo problema: CURITIBANOS, e pra mim a razão do porque a copa devia ser transferida pra Floripa. Você pergunta pro individuo como faz pra chegar em tal rua (seu ponto de referencia) E, o curitibano, sem te olhar responde: você vai pela rua José da Silva, vira na igreja do santo sudário, e na rua Pedro das Perera você vai até a praça da pracinha. Isso tudo apontando pro lado oposto do lado onde o mapa, e o bom senso te dizem pra ir.
Como você não é de curitiba (e todas as pessoas que vão à copa, não serão também) você não faz idéia o que essas referências são, e capricha na cara de: quê?
A pessoa repete exatamente as mesmas informações, desta vez apontando pra um terceiro lado, que nõa é nem o que você sente que deve ir, nem o primeiro que ela apontou e te lança aquele olhar: saia daqui, você está atrapalhando meu dia.
Você sai, afinal, gente estupida tem em todo lugar né.
Depois de agradecer e não ouvir um denada, não ver um sorriso e sentir que a pessoa, chamaria a polícia se você não fizesse isso você segue a sua intuição e vai indo.
O que você não sabe, é que gente estupida tem sim em todo lugar, mas que Curitiba só tem gente estupida.
Algum tempo depois você encontra a tal igreja, e sem saber pra onde ir, porque:
FATO: curitibano não conhece palavras como ESQUERDA ou DIREITA.
você pensa ao ver uma pessoa que te parece ser uma alma boa, ooooolha, minha salvação.
Ao menos foi o que nós pensamos.
Ah, curitiba, acabando com sonhos e ilusões~desde sempre não é mesmo.
Poisé, outro fato de curitibano, a gente, ou no seu caso, você, quando for usar esse manualzinho pra entender porque deveriam transferir a copa pra Floripa, vai descobrir.
Quando o curitibano aponta: é reto! ele na verdade está dizendo: vire.
Claro, que você não sabe se pra esquerda ou direita, porque não são parte do que se pode esperar ouvir por lá, não é mesmo.
Outra coisa que percebemos é que as ruas aqui no interior (e quase que no resto do mundo se eu bem me lembro das minhas andanças) são retas. Elas quando se cruzam, são duas ruas, e forma-se assim uma esquina. RUAS PARALELAS NÃO SE CRUZAM.
Não em curitiba.
Então a rua que você estava indo, mundou de nome, e você está lugar certo por pura sorte, já que as informações dadas não te levariam ao batel, mas ao litoral do Paraná, e pela terceira vez (e ultima) você resolve pedir uma informação. Santa inocência.
A pessoa aponta e fala: é só pegar aquela rua ali!
O moço saiu andando e nos deixou com lagrimas nos olhos.
A rua fazia curva e depois se cruzava numa mesmo e único cruzamento de 4 ruas.
As paralelas se invertiam e uma meio se misturava com a outra, e como o moço não falou as três palavras chaves da informação: esquerda, direita e paralela nós não tínhamos a menor ideia de pra onde ir.
Nem você terá quando for a sua vez.
E nenhum dos turistas que vierem pra copa também terão.
Quando 50 minutos depois achamos a rua outro pensamento bobo veio a nossa cabeça: agora é só seguir os números.
Não,
Você não está entendendo,
não é assim em Curitiba.
Mas claro que a gente levou um tempo pra perceber.
Pense comigo:
A plaquinha está escrito assim:
Rua do nome de alguém
133 à 233
Você não entenderia que se você seguisse essa rua,
onde você está, os números deveriam ser o um três três, indo pro dois três três?
é
Nós também
E os pobres turistas da copa vão cometer o mesmo erro bobo.
Não é isso.
E não ouse perguntar porque o curitibano, grosso, e estressado não vai se dar ao trabalho de parar pra responder a sua pergunta.
Três quadras pro lado errado depois, voltamos pensando em como isso é um problema.
Em nossas andanças pelo mundo,
sabemos que o carioca, só não te põe no carro dele pra te levar onde você precisa ir porque você pode ser um assaltante.
Em nova York, o novaiorquino, vai por seu mapa no chão e junto com você entrar nele pra te dar uma melhor noção da coisa.
Em bostom, os caras REALMENTE te levam lá
Os indianos, vão te explicar oito vezes pra garantir que você entendeu o sotaque deles,
os japoneses vão entrar na internet no gadget super massa que eles teem e você nunca tinha visto, e te mostrar o caminho mais rápido.
O mexicano, tem um amigo taxista ali do lado, e caso você queira mesmo ir a pé, por apenas um dolar ele acompanha você até lá.
O inglês, que sim, é mais simpático que o curitibano, vai desenhar pra você os erros do google maps, e quando e onde as ruas mudam de nome.
Os russos assim como os mexicanos vão te acompanhar, vão te oferecer a melhor vodka que você já bebeu na vida, e pegar seu msn.
Os argentinos, vão dar a informação. Simples e eficiente assim.
Os paraguaios te dão a informação, e ainda te fazem comprar um pendrive.
Os italianos, explicam o erro do seu mapa, e falam o nome das ruas, com direitas e esquerdas e fazendo você repetir depois pra garantir que você memorizou.
Os romenos além de dar as informações de modo bastante similar aos italianos te roubam um beijo na boca que faz você querer saber onde fica a Romenia pra ir pra lá.
Os alemães, diferem-se dos curitibanos pelo que lhes falta: são secos também, mas: respondem o bom dia, conhecem direita e esquerda, olham pro interlocutor, e no final respondem ao obrigado.
E, os paulistas além de te dar a informação vão te falar de alguma pizzaria boa ali perto.
Mas os curitibanos,
eles tem aquela prepotencia de se achar os melhores do mundo.
São estupidos,
não sorriem,
não tem noção de coisas como: direita, esquerda, paralelas, numeros, quantidade de quadras ou ruas...
Enfim,
muitos dos problemas não podem ser resolvidos, como as esquinas de três ruas, enquanto que a numeração nas placas, e as ruas mudarem de nome, esses podem sim.
AGORA, VAI POR MIM:
Quatro anos é pouco tempo pra se educar uma cidade inteira.
Gentilesa e bom-senso, são fundamentais pra uma cidade que quer receber um evento do tamanho da copa do mundo.
E isso, pessoalmente eu acho que não tem campanha de concientização que dê conta de fazer, vem de berço, mas bem que se podia tentar né.
Ou então mudar a copa pra Floripa.




Texto sem correção nenhuma, pq tá longoo e eu nem to afim de reler..

quinta-feira, 29 de julho de 2010

longe

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Não é que sumi,
eu só não sabia mais ser daqui.
Não é que voltei
eu nem voei.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

cartas humanas

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Hoje as cartas que escrevi parecem sem sentido.
Re-li, e não parecem mais cartas de amor,
não soam nem relatos de dor.
Talvez não tenha sido mesmo um coração partido.

Eu as escrevia todos os dias.
Mas nunca tive coragem de enviar,
de alguma forma eu sabia que a dor iria passar.
E recomeçarmos nem fazia mais parte das minhas fantasias.

Fico pensando se você também me escreveu.
Ou como foi que você de mim se livrou,
se o amor um dia passou.
Eu nunca recebi nada do que você prometeu.

A minhas eu guardo quase que escondidas.
Pra que assim eu possa passar sem vê-las,
e evitar as tentações que vem com elas.
como troféu, como relicário da nossa relação falída.

O tempo não acumulou apenas cartas e anos.
Acumulou a certeza que nossas falhas,
nossos medos, nossos fracassos e nossas tralhas
foram carimbos no passaporte que nos fez humanos.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

babylon can't translate me today

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Of course it hurts me, how could you consider that it wouldn’t? You should already know that I’m easily hurtable.
But you don’t. Some how, I always knew that, it’s just hard to believe, maybe. To believe that you choose to not known me.
I’m sitting here, like a kid, waiting for you, begging for you, needing you. And you just choose to not come. Cuz’ I know
I know, that some how you can hear me.
You can feel it; you can feel the pain inside my chest.
But you do have a choice.
And do did choose to not come.
All I always waited for, as for you to come,
All I always needed was your hand, cuddling me.
And you never came.
I feel so alone, and you’re the only one that could make this loneliness go away.
You said, I remember your voice saying those words. I remember, cu’z I knew that picturing that moment in my mind, would be the only way to make it last forever. I remember you, saying that you loved me. You did it, I remember.
I do.
I remember it every day, every single day.
I also remember that you always attempted to teach me, that people’s actions say more that their words, and, there’s a long, long time that your actions don’t say I love you, but I just cant believe than.
Your actions actually say go away, stay away so nobody will get hurt.
How come? If, I do?
Staying away from you hurts me, even more than everything you already did to hurt me.
I can’t remember your voice, or your perfume, or what you did to hurt me.
I just cant.
People say that you have changed, that you’re not the one that you used to be, that you’re not the one that I remember, that you’re not you. To me, it doesn’t matter, cu’z no matter how you are right now, no matter what you did that bruised me so badly, no matter who you changed yourself to, I don’t know either of you anymore, and now, the only thing in the hole world that breaks my heart, is that none of you is with me, the one that you used to be, the one I remember, the one you turned yourself to, or just you. None of you are here.
Because some people can have a choice, right?
I don’t.
And you did, choose somebody else over me. It’s so typical, you, are the one so typical.
Maybe that’s why people choose anything, anybody over me. I’m not typical, and, people like you just can’t stand for this, right?
And, above all, all, you wanna know what hurt’s me the most?
Is that I don’t know if this words are addressed for you, or for my mother.
Cu’z, you both did it.
You both left me waiting.
You both choose somebody else over me.
You both said I love you, but, both of you couldn’t perform like you did.
The love of my life,
My mother,
I don’t know how I let it happens, when I started to let people perform the same speech, why hurting me by choosing somebody else, the two of you.
Of course I cry.
That’s the thing I do. You should know me better. If you know strongest way to punch me, you should know how I react to it.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

sobre frio, sobre tudo, sobre versos

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Viver no sul, fez dela alguém com hábitos diferentes
dos tal país tropical.
Alguém que junto com os mimos de todos
ainda acrescentava, mimos que aquecessem.
Então, naquele dia
ela preparou tudo nos minimos detalhes.
No fogo, a lenha crepitava
e o calor aquecia
a tarde de inverno
Pela casa, com cuidado, ela arrumou, limpou,
perfumou, organizou.
Ainda um tanto de lenha extra, recolheu,
para que quando alguém chegasse, encontrasse
conforto, perfeição e calor.
O telefone tocou.
Era alguém avisando que em poucos minutos estaria em casa.
Ela então,
após conferir os últimos detalhes saiu.
Não lhe cabia mais aquele calor.
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Naquela noite gelada
Sobre tudo ainda ela vestiu o sobre-tudo de lã.
E sobre ele, aquela jaqueta que um dia
fora sua jaqueta de esquiar.
Com frio, vento e chuva,
tentava imaginar onde era o tal
país tropical que um certo alguem cantou
Seis graus, não lhe pareciam tropical.
Subiu na moto,
e guiando por instinto,
na neblina congelante que se erguia
foi ao encontro do ultimo calor que lhe restava
Naquela noite gelada,
só mesmo aquele vinho barato
seria capaz de aquecer.
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Sobre o teclado, os dedos pausavam imóveis.
E na mesa, a caneta jazia pausada sobre o velho caderno que um dia já lhe fora garantia de versos.
Nem mesmo a maquina de escrever empoeirada conseguia tirar dela uma única palavra.
Se nos primeiros dias, ela culpava o teclado por ter lhe roubado as palavras, agora, teclado, caneta, caderno e a velha máquina, a culpavam.
E ela,
desviava o olhar,
pois não era mais capaz de enfrentar as cobranças impiedosas,
daqueles que uma vez
lhe foram tão complacentes.
Talvez fosse mesmo culpa deles, e de sua complascencia.
Se ao invés de apenas deliciarem-se com as palavras que ela lhes confiava, tivessem ensinado-a, o que fazer, um caminho a trilhar.
Mas não.
Acomodaram-se em ser apenas continentes, de um conteúdo que quase sempre era dor.
E ela,
agora que desistiu da dor,
era então rejeitada,
pelo teclado, pela caneta,
pelo velho caderno.
E até,
pela maquina de escrever, um dia lhe jurou amor eterno.
Tudo por que ela,
naquele inverno, cansada de esperar
desistiu da dor.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

São Jorge e o Padeiro II

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Precisei sair. Fui entregar ao padeiro os sonhos de cristal. Ele disse que ninguém os faz como eu. Claro que não, sonhos de cristal só se fazem quando na lua nova São Jorge quase cai e derruba pó mágico. Com o pó, adubo a terra onde crescem as goiabas que feitas goiabada recheiam os sonhos.
Na volta, um homem caído lembrava São Jorge. Teria finalmente São Jorge caído? Teria um irmão gêmeo?
O homem agradeceu os dois sonhos e disse que não me preocupasse, nunca faltariam os ingredientes dos sonhos de cristal.
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Ele não caiu. Quando o dragão entrou para o convento, se jogou.
Mas deixou um sistema de vassouras, para o meu pó da lua nova. Ele sabia que se sentisse fome, não o negaria sonhos.
Pranteei não poder lhe dar todos os sonhos.
Dois sonhos bastam, ele explicou. Por isso só no meu quintal cai pó. E os sonhos de cristal recheados com as goiabas adubadas com pó mágico que cai pelo sistema de vassouras de São Jorge na lua nova, eu podia guardar pra mim, mas os vendo a troco de banana para o padeiro.
Afinal ninguém faz sonhos de cristal como eu.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

De volta às primeiras decisões

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Eu andava nas ultimas semanas com a impressão de estar carregando uma geladeira nas costas. Então, entregar o tcc foi um alivio danado né.
Junto com a pressão por terminar no prazo, (terminei com três minutos de antecedência), vinha uma série de problemas que me tirou o sono a fome, a sanidade mental, física...
Mas, agora com ele entregue, e o segundo pra ser iniciado só em algumas semanas, uma onda de claridade invadiu meus julgamentos que andavam beeem na penumbra.
Em hoje, conversando com um amigo, sobre algumas decisões que tomei, eu tentava explicar do porque seria inteligente não me jogar de cabeça na arte, e sim na publicidade...
Ai, lembrei de uma coisa que aconteceu há alguns anos à qual eu não andava dando valor...

É que, de volta no tunel do tempo, lá em 2007,
eu estava morando no exterior, trabalhando num navio cruzeiro, namorando um americano, de rolo com um romeno, de caso pensado em ficar pra sempre morando nas Ilhas Cayman, com oferta de emprego no México, com com pedido de transferência para a Italia encaminhado, e de cabeça feita que um dia eu ia morar na Nova Zelandia...
Eu estava decepcionadissima com algumas pessoas aqui na terrinha, chateada com minha familia, e irritada com a possibilidade de passar mais três anos na faculdade...
Eu estava decepcionada com Deus, refazendo meus conceitos de missão de vida, e entendendo como eu poderia um dia voltar a entender essa palavra...

Deixei tudo pra trás.
Pra voltar pro Brasil, terminar a faculdade de publicidade e trabalhar com Marketing.
Foi pra isso que eu voltei.
Deixava tudo pra trás, mas pra construir algo, e esse algo, era em publicidade, em Marketing.
Fazer faculdade de arte, era pra ser uma alternativa em caso de crise mundial, pra enriquecimento curricular, pra ter outra graduação, pra dar aula por prazer.

Mas eu me perdi nesses três anos e meio.
Quase abandonei o curso de publicidade,
e pra que?
Pra me dedicar integralmente a algo que, nunca teria sido motivo suficiente pra me fazer voltar.

Não que eu não ame a arte. Não que eu não adore de paixão dar aula.
Mas sou do tipo de pessoa que se o meu sustento viesse integralmente de aulas dadas, eu não faria direito. Ser professora é uma delicia, mas no meu caso, acaba tendo que ser a parada que eu faço pra desestressar de alguma outra coisa.

Aé, depois de todas essas percepções que ocorreram numa fração de segundo, fiquei pensando no quanto eu sou feliz por ter feito a escolha de voltar. E, claro, morro de saudade, as vezes de arrependimento, mas não é o suficiente pra me levar de volta.
E, com isso tudo, fiquei feliz por perceber que trancar a arte não é abandonar nenhum sonho, afinal esse não era o sonho que me motivou desde o principio. Era um complemento, um acessório, uma peça decorativa, um extra...

Por que sonho bom mesmo...
É com recheio de doce de leite.