terça-feira, 17 de novembro de 2009
Vaitomábemnomeiodoolhodoseucú
Numa correria que só to eu sem tempo nem de dormir, indo e vindo todo dia, parei num posto abastecer. Aproveitei que já que o lho não parava aberto, a dupla redbull com chocolate era bem vinda e desci comprar.
Em três minutos que passei dentro da loja de conveniencias, o tempo que levei pra pegar o redbull, escolher o chocolate e ouvir o caixa me contar que alguém tinha caído de moto, eu ouvi 5, juro, cinco vezes ele me chamar de gorda.
Vaitomarbemnomeiodoolhodoseucú, que que ela pensa, que eu nunca tinha notado e que cabia a ele me avisar disso?
que eu me importo com a pessoa que caiu da moto?
ou que desci ali pra ser ofendida?
oh!
sério mesmo
VAI TOMAR BEM NO MEIO DO OLHO DO SEU CÚ
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Fudeu - versão Maris
(claro se você quizer, rs)
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Tipo assim, domingos são dias mortais. Eu já disse né, pra mim a única coisa boa desses domingos funérios é a esperança de que a segunda-feira chegue logo. Ontem eu estava digitando o conteúdo de uma apostila que tenho que preparar e né... eu ali, offline no msn (cri) vi a Zia, aqui no blog conhecida como Bruninha,
- tá fazendo o que?
- nada e você?
- Vamo sair?
- Vamo!!! já passo ai...
Indinho pra lá eu pensei "quero ver cachoeira." Tá eu sei que nao é dos mais comuns dos pensamentos, mas se eu quero ver cachoeira, cacete, eu tenho o direito de ver cachoeira. Ontem tinha acordado depois de uma tpm daquelas com a cabeça feita de que passar outras 12 horas em casa esperando a porra do telefone tocar estava fora de cogitação, e de que eu precisava sei lá, andar um pouquinho.
Juro que inicialmente eu pensei "IRATI" mas já tava tarde, então resumi pra mais perto... Salta de São Francisco!!! Sim com direito a três exclamações.
Fui lá né, peguei a zia, abastecemos aqueles três reais e trinta centavos que falatavam pra completar o tanque da moto, sabe assim, né, só pra garantir que teria combustivel pra volta, afinal ninguém gosta de surpresas, né, e meio pensei, será que seria bom calibrar os pneus? Ahhhhhhh não né... Vambora que inverno em Guarapuava começa a anoitecer logo depois do meio dia.
Indo pra lá, né, mais de uma hora na moto, 60 kilometros de estrada rural, eu cheguei a muita conclusões que preciso dividir com vocês:
1 - Sim eu estava de tpm na quinta feira.
2 - Acho que alguém que eu conheço é o que a minha irmã chamaria de "vampiro de energia"
3 - é foda ter namorado que não pode passear com você no domingo a tarde.
Verde, verde, verde.
Mato, Mato, Mato
Araucárias,
casinhas bonitinhas,
igrejas ucranianas,
colheitadeiras pela estrada... enfim, um passeio dos sonhos...
Com a Bunda bem doída chegamos lá, olhamos o salto, ficamos imaginando que sería divertido descer de rapel aquele cento e não sei quantos metros de paredão de pedra, e eu aprendi uma super nova palavra.
DIÓICA
dióica? acho que era dióica, é que as araucárias são dióicas, ou seja, arvores que tem os dois sexos separadamente.
Ai olhamos os outro salto, o Salto dos Cavalheiros, fizemos as trilhas daquele jeito que a gente sabe se divertir...
- Peidei...
- eu também...
Pensamos em voltar pela trilha no meio do mato, mas achamos melhor não né... Afinal, ninguém gosta de surpresas...
O passeio foi todo entrecortado com histórias da primeira vez que fui ao Salto. Amigos inesquecíveis, um período que a gente não se conforma de ter acabado, e até tombos... Fiquei pensando que meu primeiro passeio ao Salto seria pra sempre o mais inesquecível.
Voltamos ao estacionamento, fizemos um xixizinho básico, voltamos embora e vivemos felizes para sempre. Ponto final.
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Mentiraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
Aí que começou a história...
A moto tava meio bambeandinho, tipo pneu furado, e pensei... "FUDEU!!!"
Parei ela e sim, fudeu, o pneu murchinho, murchinho, me olhava com cara de "ahhh, pegadinha do malandro"
Fui lá perguntar pro guarda do parque e ele me falou que eu teria que andar 4 quilometros pra concertar o pneu... "Nem fodendo" - pensei.
E "fudeu" eu falei...
Eles me olharam assim meio assustados, assim, tipo, nóóóssauma moça falando palavrão, olha que inovadooooooor...
Dai vem a zia pra assustar ainda mais os moços...
- fudeu?
- fudeu!
- iiii, fudeu!!!
Os moços a essa altura, que nunca tinha ouvido tanto "fodeu" junto, muito menos né, jovens donzelas, meigas e indefesas falando fudeu, estavam apavorados com o nosso vocabulário... Apavoradas mesmo estavamos nós... lógico, que além de não chorar a gente desatou a rir.
Ah, né... Tá no inferno abraça o capeta!!!
Sim muitas coisas nesses dia mereceram exclamações triplas...
Nossos heróis eram Sergio, o valente. E Laureci, o bondoso.
O Valente Sérgio, enfrentou a noite que a essa altura já caia no meio daquele fim de mundo com a roda da minha moto na mão sobre seu alasão, uma CG150 pra ir até seu castelo, consertar o pneu. Símmmmmmmmmmm, favor releia esse sim com tom de deboche...
Simmmmmmmmmmmmm, o que os borracheiros daqui não fazem que é abrir roda de Bis, eles no meio do mato fizeram...
Laureci, o Bondoso, ficou nos contando que não fomos as primeiras a sofrer tal piada do destino... O que ele evitou de dizer mas que ficou claro é que éramos as mais lindas e engraçadas...
Uma hora ou duas passaram até a volta de Sergio, o Valente. Nesse tempo eu destruí um chaveiro, aprendi sobre a unificação alemã, e que aluminio é bauxita é a mesma merda.
O pensamento era, Puta que pariu, mas a gente é azarada mesmo né...
E Laureci o Bondoso tentava nos convencer de que não, isso poderia acontecer com qualquer um. Mas quando Sergio, o valente, voltou com a noticia que o pneu teve conserto, mas que ele perdeu uma peça do pneu, Laureci o valente concordou, é vocês são azaradas mesmo.
O valente Sérgio voltou com sua imponente pampinha, e nos ofereceu uma carona até a vila mais próxima... catorze quilometros de estrade de chão, empilhadas na pampa 89 e eu imaginando como falaria pra minha irmã vir me buscar. Ele parou em casa dar explicações pra patroa. Parou na árvore onde celular da vivo pega e eu liguei.
- Alo, oi, tudo bom...
- Fala Maris
- Viu, minha moto quebrou, você pode vir me buscar?
- Onde você está.
- No guairacá.
um silencio de descrédito aconteceu nesse momento, um silencio que exigia explicações...
- É que eu e a zia resolvemos ir no Salto São Francisco, dai fomos né (isso tudo muito rápido, afinal créditos estão sempre acabando) ai o pneu furou, ai o guarda do parque tirou a roda e levou pra consertar, porque lá não tinha como, ai ele consertou, ai na volta ele perdeu uma tal de roseta, ai ele vai nos dar uma carona até o orelhão do Guairacá, e eu precisava que você viesse buscar a gente...
Não conta pra ninguém, mas nessa hora rolou uma lágrima de alivio dos olhos da Zia...
Esperamos, lá no Guairacá uma hora. no frio. Na chuva.
Quando a esperadissima carona chegou eu quase não acreditei, tipo já eram quase dez horas da noite.
A volta foi permeada com histórias de fantasmas, assombrações e visages.
Sentar no carro, e saber que estava indo pra casa foi a hora que eu deixei todo aquele nervosismo tomar conta de mim. Uma dor de cabeça infernal começou, e Puff. Estourou uma ferida no meu rosto... Poisé... eu tenho feridas quando fico nervosa.
A história de buscar essa moto, é outros quinhentos, porque a peça vai vir lá de Castro, e sabe Deus quando que vai dar de eu ir lá...
Quanto a passeios ao Salto esse (até aqui) passa a ser o mais inesquecível, e no final das contas acho que todos gostam de uma boa surpresa. Bom ao menos eu e a Zia adoramos.
Fudeu - versão Bruninha
Ontem, tinha tudo pra ser mais um típico domingo nublado.
Estava cansada de ficar jogada na cama assistindo sei lá o que na TV.
Resolvi falar com a minha companheira de palhaçadas, de histórias inusitadas, de amores impossíveis e de domingos de solidão.
Bruna: Maris, vamos sair!
Beleza.
Eu só fiquei sabendo do nosso destino quando ela chegou na minha casa: Salto do São Francisco.
É lógico que eu não contei pros meus pais pra onde eu estava indo. Antes de não deixar, meu pai teria um infarto só de pensar que eu iria pro salto de são franciso de moto com a Damaris (ela costumava ser uma motoqueira um pouco louca, coisa do passado). Então eu disse com a maior normalidade do mundo: Vou dar uma voltinha e já volto. (o já volto que foi a merda)
Uhull, tudo tão lindo, verde, campo, araucárias a paisagem da 'viagem' era maravilhosa. Depois de um tempo eu estava com bastante dor na bunda e nos braços, é 1:10h em cima de uma moto não foi facil, mas valeu a pena.
Que lugar lindo! Nossa, tiramos muitas fotos (mesmo meu cabelo estando uma porcaria), nos pinduramos em árvores, quase cai dentro d'água (bem coisa minha mesmo), sujamos os tênis de lama, lemos todas as plaquinhas explicativas e quase nos enfiamos numa trilha no meio do mato. O lugar é lindo, mas não é uma coisa pra ficar o dia inteiro. Vimos as duas cachoeiras e já estavamos voltando, afinal de contas, era só uma voltinha.
Ótimo, só faltava um solzinho pra ser perfeito o nosso passeio.
Que nada, não sei se foi um infortúnio do destino, uma piada de Deus ou apenas a consequência de duas motoqueiras desastradas.
Depois de fazermos o xixi tão esperado fomos para a o estacionamento, estavamos saindo do parque quando a Maris sentiu algo estranho. A gente desceu. Adivinhem... o pneu tava totalmente murcho, devia estar furado. E agora? pensei. Agente se olhou, as duas com vontade nítida de chorar (primeira reação feminina a um problema: chorar) e ao mesmo tempo querendo manter a calma.
Tinham dois rapazes que trabalhavam no parque, de vigia.
Damaris: Prepare seu melhor rostinho meigo.
Bruna: ahaam, só na tua cabeça mesmo!
Lá foi ela, eu fiquei um pouco pra trás, ela explicou o que tinha acontecido pros carinhas e perguntou se não tinha como eles nos ajudarem. Segundo eles, ajuda mais proxima a 4km.
Damaris: Fudeu.
Bruna: Fudeu?
Damaris: Fudeu!
Bruna: iiiii, fudeu!!
Eles ficaram assustados com tanto palavrão saindo da boca de moças tão doces. Eu confesso que geralmente eu não falo palavrão, ah mas vá toma no cu, a situação pedia néh!?
Não pegava celular, não tinha um bendito telefone, e mais ninguém naquele lugar. Então nós emploramos pros moços que nos ajudassem, a Damaris, cara de pau, chegou a pedir a moto de um deles emprestado. Então eles resolveram ver o que tinha dado na moto. É, o pneu tava furado, eles não tinham nada ali pra arrumar, muuuito menos nós duas.
Era troca de turno dos dois, e eles moravam ali perto. O Sérgio se ofereceu para levar o pneu à casa dele e arrumar, é obvio que nós aceitamos e ficamos muito aliviadas.Lá foram eles desmontar a moto. Enquanto isso ficamos pensando: será que enquanto nós ficamos brincando de boneca no recreio os meninos aprendem mecânica? Eles tiraram a roda e o Sérgio se foi com ela. Ficamos lá, Laureci, Maris e eu. Laureci nos comtou que ficava lá a noite inteira sozinho, sem TV, sem computador, sem poder durmir, sem nada, não sei como mantém a sanidade. Fizemos algumas obras de arte com uns arames e lemos um memorex que carrego na bolsa(coisa de vestibulanda neurótica).
De repente, ouvimos um barulho, era de carro se aproximando. Sérgio tava chegando, sério que eu vi nele a imagem de um principe vindo nos salvar. Ele desceu com aquela roda na mão, o pneu estava cheinho. Fiquei até com vontade de dar um beijo nele de tão feliz que eu fiquei. Mas, ele disse que tinha duas noticias pra nos dar, uma boa e um ruim. Minha vontade de beijá-lo passou. Ele nos contou que tinha arrumado o pneu, tinha feito uns remendo no furo, mas tinha perdido a roseta no meio do caminho (não faço idéia do que é a tal da roseta).O que iamos fazer, que merda, meu pai ia nos matar.
Sérgio viu nossa aflição e ofereceu carona até o Guairacá, de lá poderiamos ligar pra alguém vir nos buscar. E tinhamos outra escolha?... Lá fomos nós duas apertadas num pampa.
Silêncio nunca foi o nosso forte, resolvemos contar a nossa vida pra sérgio, um km pra cada.
Uma neblina desgraçada, e eu cagona do jeito que sou nem queria olhar muito a estrada, vai que aparecia a tal mulher de branco no meio da pista.
Em certo ponto da estrada paramos em baixo de uma árvore, o único lugar em toda a região em que o celular tinha sinal. Lá foi a maris ligar pra irmã dela, ótimo, nada dela atender. A essas horas já tava quase caindo a lágrima tão segurada.
Damaris: o Digo vai vir nos buscar.
Bruna: uff
Bruna e Damaris: obrigada Sérgio, valeu mesmo.
Ficamos, nós duas, em frente o orelão, no relento da noite num fim de mundo.
deu tempo de ensaiar tudo que eu ia contar em casa se meu pai não me matasse antes de eu entrar. Andamos um pouco, e depois de algum tempo chegou o carro da esperança. Finalmente, certeza de estar indo pra casa. Fim.
Aaahhhhhhh
O que aconteceu quando eu cheguei em casa?
Menti... é, eu odeio mentir pros meus pais mas podem estar certos que foi o melhor a se fazer. Se eu contasse a verdade, meu pai só deixaria eu sair da prisão domiciliar para o enterro da Damaris, o qual ele mesmo providenciaria.