segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Fudeu - versão Maris

***São duas versões da mesma história, leia as duas***
(claro se você quizer, rs)
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Tipo assim, domingos são dias mortais. Eu já disse né, pra mim a única coisa boa desses domingos funérios é a esperança de que a segunda-feira chegue logo. Ontem eu estava digitando o conteúdo de uma apostila que tenho que preparar e né... eu ali, offline no msn (cri) vi a Zia, aqui no blog conhecida como Bruninha,
- tá fazendo o que?
- nada e você?
- Vamo sair?
- Vamo!!! já passo ai...
Indinho pra lá eu pensei "quero ver cachoeira." Tá eu sei que nao é dos mais comuns dos pensamentos, mas se eu quero ver cachoeira, cacete, eu tenho o direito de ver cachoeira. Ontem tinha acordado depois de uma tpm daquelas com a cabeça feita de que passar outras 12 horas em casa esperando a porra do telefone tocar estava fora de cogitação, e de que eu precisava sei lá, andar um pouquinho.
Juro que inicialmente eu pensei "IRATI" mas já tava tarde, então resumi pra mais perto... Salta de São Francisco!!! Sim com direito a três exclamações.
Fui lá né, peguei a zia, abastecemos aqueles três reais e trinta centavos que falatavam pra completar o tanque da moto, sabe assim, né, só pra garantir que teria combustivel pra volta, afinal ninguém gosta de surpresas, né, e meio pensei, será que seria bom calibrar os pneus? Ahhhhhhh não né... Vambora que inverno em Guarapuava começa a anoitecer logo depois do meio dia.
Indo pra lá, né, mais de uma hora na moto, 60 kilometros de estrada rural, eu cheguei a muita conclusões que preciso dividir com vocês:
1 - Sim eu estava de tpm na quinta feira.
2 - Acho que alguém que eu conheço é o que a minha irmã chamaria de "vampiro de energia"
3 - é foda ter namorado que não pode passear com você no domingo a tarde.

Verde, verde, verde.
Mato, Mato, Mato
Araucárias,
casinhas bonitinhas,
igrejas ucranianas,
colheitadeiras pela estrada... enfim, um passeio dos sonhos...

Com a Bunda bem doída chegamos lá, olhamos o salto, ficamos imaginando que sería divertido descer de rapel aquele cento e não sei quantos metros de paredão de pedra, e eu aprendi uma super nova palavra.
DIÓICA
dióica? acho que era dióica, é que as araucárias são dióicas, ou seja, arvores que tem os dois sexos separadamente.
Ai olhamos os outro salto, o Salto dos Cavalheiros, fizemos as trilhas daquele jeito que a gente sabe se divertir...
- Peidei...
- eu também...
Pensamos em voltar pela trilha no meio do mato, mas achamos melhor não né... Afinal, ninguém gosta de surpresas...
O passeio foi todo entrecortado com histórias da primeira vez que fui ao Salto. Amigos inesquecíveis, um período que a gente não se conforma de ter acabado, e até tombos... Fiquei pensando que meu primeiro passeio ao Salto seria pra sempre o mais inesquecível.
Voltamos ao estacionamento, fizemos um xixizinho básico, voltamos embora e vivemos felizes para sempre. Ponto final.
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Mentiraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.
Aí que começou a história...
A moto tava meio bambeandinho, tipo pneu furado, e pensei... "FUDEU!!!"
Parei ela e sim, fudeu, o pneu murchinho, murchinho, me olhava com cara de "ahhh, pegadinha do malandro"
Fui lá perguntar pro guarda do parque e ele me falou que eu teria que andar 4 quilometros pra concertar o pneu... "Nem fodendo" - pensei.
E "fudeu" eu falei...
Eles me olharam assim meio assustados, assim, tipo, nóóóssauma moça falando palavrão, olha que inovadooooooor...
Dai vem a zia pra assustar ainda mais os moços...
- fudeu?
- fudeu!
- iiii, fudeu!!!
Os moços a essa altura, que nunca tinha ouvido tanto "fodeu" junto, muito menos né, jovens donzelas, meigas e indefesas falando fudeu, estavam apavorados com o nosso vocabulário... Apavoradas mesmo estavamos nós... lógico, que além de não chorar a gente desatou a rir.
Ah, né... Tá no inferno abraça o capeta!!!
Sim muitas coisas nesses dia mereceram exclamações triplas...
Nossos heróis eram Sergio, o valente. E Laureci, o bondoso.
O Valente Sérgio, enfrentou a noite que a essa altura já caia no meio daquele fim de mundo com a roda da minha moto na mão sobre seu alasão, uma CG150 pra ir até seu castelo, consertar o pneu. Símmmmmmmmmmm, favor releia esse sim com tom de deboche...
Simmmmmmmmmmmmm, o que os borracheiros daqui não fazem que é abrir roda de Bis, eles no meio do mato fizeram...
Laureci, o Bondoso, ficou nos contando que não fomos as primeiras a sofrer tal piada do destino... O que ele evitou de dizer mas que ficou claro é que éramos as mais lindas e engraçadas...
Uma hora ou duas passaram até a volta de Sergio, o Valente. Nesse tempo eu destruí um chaveiro, aprendi sobre a unificação alemã, e que aluminio é bauxita é a mesma merda.
O pensamento era, Puta que pariu, mas a gente é azarada mesmo né...
E Laureci o Bondoso tentava nos convencer de que não, isso poderia acontecer com qualquer um. Mas quando Sergio, o valente, voltou com a noticia que o pneu teve conserto, mas que ele perdeu uma peça do pneu, Laureci o valente concordou, é vocês são azaradas mesmo.
O valente Sérgio voltou com sua imponente pampinha, e nos ofereceu uma carona até a vila mais próxima... catorze quilometros de estrade de chão, empilhadas na pampa 89 e eu imaginando como falaria pra minha irmã vir me buscar. Ele parou em casa dar explicações pra patroa. Parou na árvore onde celular da vivo pega e eu liguei.
- Alo, oi, tudo bom...
- Fala Maris
- Viu, minha moto quebrou, você pode vir me buscar?
- Onde você está.
- No guairacá.
um silencio de descrédito aconteceu nesse momento, um silencio que exigia explicações...
- É que eu e a zia resolvemos ir no Salto São Francisco, dai fomos né (isso tudo muito rápido, afinal créditos estão sempre acabando) ai o pneu furou, ai o guarda do parque tirou a roda e levou pra consertar, porque lá não tinha como, ai ele consertou, ai na volta ele perdeu uma tal de roseta, ai ele vai nos dar uma carona até o orelhão do Guairacá, e eu precisava que você viesse buscar a gente...

Não conta pra ninguém, mas nessa hora rolou uma lágrima de alivio dos olhos da Zia...

Esperamos, lá no Guairacá uma hora. no frio. Na chuva.
Quando a esperadissima carona chegou eu quase não acreditei, tipo já eram quase dez horas da noite.
A volta foi permeada com histórias de fantasmas, assombrações e visages.
Sentar no carro, e saber que estava indo pra casa foi a hora que eu deixei todo aquele nervosismo tomar conta de mim. Uma dor de cabeça infernal começou, e Puff. Estourou uma ferida no meu rosto... Poisé... eu tenho feridas quando fico nervosa.

A história de buscar essa moto, é outros quinhentos, porque a peça vai vir lá de Castro, e sabe Deus quando que vai dar de eu ir lá...
Quanto a passeios ao Salto esse (até aqui) passa a ser o mais inesquecível, e no final das contas acho que todos gostam de uma boa surpresa. Bom ao menos eu e a Zia adoramos.

7 comentários:

Cavaleiro dos Dragões disse...

Maris
a experiencia é sempre uma bela mestra,
fui junto com vc nessa aevntura
parabens pelo texto e segue tranquila, todo mundo ja se fodeu um dia kkkkkkk
beijos querida

Carol disse...

Damasius, eu ainda não conheço o Salto São Francisco. Já que você sabe o caminho, certamente é vc quem vai me levar lá. Espero que sem grandes surpresas! hahaha
A história foi ótima. Ótima mesmo!
Mas qdo eu for, tem que ser verão. Pois se chover, pelo menos o banho de chuva não será tão incômodo.
Bjs

Grimace. disse...

Genteeeeeee, adorei sua experiência... adoro textos sobre o que acontece conosco, vida real sabe, adorei, vou seguir seu blog, um abraço.

Sacha disse...

Adooreeei as duas historias!!
Muito foda. =x
diasdsaudhsauid
:**

Buh: disse...

"é foda ter namorado que não pode passear com você no domingo a tarde."
Apoiado.. vamos fazer uma campanha.. hehehe =*
Adorei as histórias, sua versão mais interessante.
P.s.: reclamação anotada.
Beijo =*

Kate disse...

Kakakam, e eu que reclamei por er passado o domingo em casa trabalhando até as 7 da noite ....

Daiane Pereira disse...

Cara só vcs mesmo aventureiras adorei o Sergio valente , laureci o bondoso shaushaushaush

tbm quero que tu me leve lah ;D heeheheh

parabens pela narração ;D