sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Palavra travada

Eu vi aquele sorriso estranho, aquele brilho diferente no olhar.
Não precisava contar nada, eu já entendera quando nossos olhos se cruzaram. Mas era inevitável a carência de ouvir tudo, cada palavra, cada pausa, cada gesto, cada suspiro, cada pensamento.
Então, as palavras fluiram transbordantes de entusiasmo e euforia, sem omitir uma vírgula se quer.
Ouvi tudo atenciosamente, até o último ponto, quando me deparei com aquele rosto estagnado esperando pela minha reação.
Quanta responsabilidade impregnada nas minhas palavras, quanta confusão na minha mente. Eu não queria dizer o que era preciso ouvir, mas não podia dizer o que era desejado.
E, todas as palavras aglomeradas querendo sair ao mesmo tempo ficaram presas, trancadas no meu pensamento protetor.
Nunca consegui libertá-las.

5 comentários:

Francisco disse...

Bruninha!
Em algumas ocasiões, "silence is gold", já dizia uma velha música!
Talvez o seu olhar, já continha as respostas!
Um beijãozão, sumida!

Someone disse...

Quem sabe com o tempo elas possam ser libertadas.. x)

Paula disse...

O silêncio, muitas vezes odiado, pode realmente nos trazer os mais belos momentos que vivemos.
As vezes me enrosco tentando entender o significado dos meus silêncios.
Seu texto me fez pensar que talvez seja isso o mais belo de tudo: amar no silêncio das palavras não ditas e talvez nos lábios colados.

Maris Morgenstern disse...

dessa vez me absterei de ter opinião

Tarini disse...

Olha ou vou falar aquilo q vc ja cansou d ouvir e me dizer q num é isso, q num tem nada haver!
Mas insisto em dizer...
Ta apaixonadaaa!!!

hahaha