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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Caro Senhor Sandoval

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Uma vez que o final de semana se aproxima e honestamente mais um sorriso debochado, ou comentário ofensivo me fariam falar coisas desnecessárias decidi escrever-lhe este email do modo mais formal possível, pois acredito em duas coisas que parecem dualmente opostas, mas podem sim completar-se, bom humor e formalidade. Uma vez que o senhor confunde deboche com bom humor, e ainda não parece ter percebido o humor presente em meu comentário na reunião do dia 10, resta-me então a formalidade
Primeiramente quero deixar bastante claro que sou representante de turma, isso quer dizer que não tomo minhas decisões aleatóriamente, eu consulto meus colegas, afinal, o bolso de todos nós será afetado. Partiu de meus colegas a recomendação: Não vote na Kello. Uma vez sabendo o que fazer e não fazer, fui tentar conhecer sua empresa, para que meu voto fosse também baseado na minha opinião pessoal.
Para o primeiro turno teríamos que votar em três empresas, certo?! Meus votos, como o senhor já sabe foram A1, Consoli e Nobre. Posso lhe dizer que postura profissional como a da Consoli nenhuma outra empresa ainda apresentou, após a reunião com a dita empresa não houve uma unica pessoa ali que não sonhasse com a Consoli organizando a formatura.
Quanto a nobre, não sei se o senhor já percebeu, mas sou estudante do quarto ano de Publicidade e propaganda, e também do terceiro ano de arte, posso com propiedade dizer que é o melhor material gráfico que nos foi apresentado. Como se não fosse só isso, o site é simples, facil de ser navegado, com informações acessadas rapidamente. A proprietária da Nobre adicionou-me no msn e pude conversar com ela todos esses dias.
Não falarei nada a respeito da A1, já que o Senhor já se encarregou de conhece-los.
Agora responda-me, que motivos eu tinha para votar em sua empresa?
Na reunião do dia 10, eu recebi uma pasta com um folder dentro. Apenas isso.
Na reunião do hotel Kuster, o senhor veio me apresentar sua empresa, e principalmente minha formatura, de camisa aberta, me passando uma imagem de desleixo que muito me lembrou motorista de patrola de cidade pequena.
A reunião começou com uma hora de atrazo, e como se não bastasse, seus banners foram pendurados depois que está já havia começado (com uma hora de atrazo).
Até hoje não recebi seu dvd, e quanto ao material gráfico que o senhor falou ter sido muito elogiado, desculpe-me mas considerei-o gritante. Se o recebessemos no dia 10, com certeza o papel holográfico usado teria sido perfeito para destacar-lhes dos demais. No Kuster, as paredes brancas refletindo aquela luz toda no papel apenas serviu para cegar-me.
Caro Senhor Sandoval, com essas informações em mãos sobre a sua empresa, a A1, a Consoli e a Nobre, perguntei aos meus colegas representantes de turma porque eles votariam na Kello. A resposta que recebi era a já imaginada. Porque eles vão nos levar para um hotel fazenda.
Desculpe-me a postura política, mas não compactuo com este tipo de voto. Decidi não correr o risco de por a perder a formatura de outros 980 colegas, porque vinte teriam um final de semana em seu hotel.
Do mesmo modo que não concordo com o parlamentarismo, ainda que eu possa neste sistema de governo escolher meus representantes no senado, eu ainda deveria ter o direito de escolher o presidente. Onde quero chegar com essa colocação? Que representantes de turma são sim indispensáveis, mas talvez o voto ficar na mão destes seja um equivoco. Contudo, nesta guerra ainda não decidi se entrarei ou não.
O que ficou pra mim bastante claro, e sim, com o concentimento de meus colegas que me elegeram pra representante, foi que tentaríamos conversar com nossos amigos para que revessem seus votos. Eu sempre soube que era uma batalha perdida, contudo tenho minha consciencia tranquila quanto a ter votado com base nas propostas eleitorais, e não em promessas eleitoreiras. Que podem pelos olhos da semiótica, ser comparadas à um signo que hoje na nossa sociedade reflete-se na cesta básica.
Como o Senhor mesmo disse, é política e é assim que se faz política. O senhor me disse ao telefone que poderia invalidar a votação pela minha atitude, contudo o senhor mesmo mencionou que tem seus cabos eleitorais. Portanto, o senhor pode ter cabos eleitorais mas as outras empresas não? Isso me parece coronelismo.
O que o senhor, infelizmente ainda não percebeu é que não sou cabo eleitoral da A1, sou militante. Não da A1, nem da Consoli ou da Nobre, mas militante política, militante por um país que leva sua vida política a sério. Militante por um Brasil sem corrupção.
Como eu lhe disse ao telefone, sentí-me ofendida quando o senhor me pediu para não conversar com meus colegas nas dependencias da sua empresa, espero que agora fique claro, que minha posição política e ética não me permitiria isto.
O senhor ainda ofendeu-me as dezenas de vezes que disse que eu fui manipulada. Caro senhor, como já comentei, iniciei meu curso em 2003, mas os oito anos para formar-me não foram por falta de capacidade, mas, porque tranquei o curso para poder por três anos viajar. Conheci algumas dezenas de países, aprendi a falar 4 línguas, tudo sem depender financeiramente da minha familia, pelos meus próprios esforços alcancei tudo o que conquistei até aqui. Voltei porque pretendo estabelecer no interior do Paraná minha vida, próximo à minha família. Sou filha de trabalhadores que venceram na vida do próprio esforço, firmemente envolvidos na política de minha cidade natal, e com convicções que nunca admitiram o favorecimento pessoal em detrimento do bem público. Portanto, caro senhor Sandoval, manipular-me não é tarefa simples. Tenho minhas opiniões firmemente colocadas sob alicerces mais sólidos que os beneficios que a sua empresa pode me oferecer ou não.
Como lhe disse ontem ao telefone irei sim à sua viagem, com a cabeça e o coração aberto para conhecer a estrutura que o senhor me diz a várias semanas ter, contudo da qual eu ainda não vi nada.
Como eu lhe disse, convença-me. Mostre-me. Mas por favor, não envolva pessoas que não tem nada a ver com isso. Pois, após desligar o telefone, cuidei-me de trazer a memória as pessoas com quem conversei sobre a sua empresa. Foram 4. O senhor me disse que uma delas era militante da Kello e que inclusíve chegou a ficar magoada com minha postura. Destas quatro pessoas, uma foi meu colega que inclusive, foi na sua frente não é mesmo, e como o senhor pode ter percebido eu falei com bastante humor (minha outra séria crença nessa vida), e mesmo que não fosse, acho dificíl meu colega magoar-se com coisa tão pequena, outras duas pessoas com quem conversei, pelo que percebi nutrem pela sua empresa as mesmas impressões que eu, e a quarta pessoa, é alguém elevada demais para magoar-se com tamanha picuinha ou perder tempo com estes tipos de fofoca. O que me trás a ideia de que o senhor está tentando manipular-me. Como eu já disse, não será tarefa simples.
Então senhor Sandoval, espero que, de uma vez por todas o senhor pare de me ofender, como já lhe disse, irei a sua viagem disposta, até a se minha opinião mudar conversar com minha turma sobre minhas impressões, mas espero do senhor e de toda a sua equipe uma postura estritamente profissional. Por favor tenha em mente, que, não é porque sua empresa é já estabelecida no mercado que votarei nela. Meu voto estará baseado nas minhas impressões da sua empresa, na postura dos seus funcionários, e isto envolve desde eles tirarem o sorriso debochado do rosto já demonstrado nas outras duas vezes que os ví, ao asseamento de suas vestes. Envolve ainda que a pessoa que nos manda seus emails seja minimamente alfabetizada, pois alguns erros ali não são por modo de escrever da era da internet, mas algo que Paulo Freire teria definido como analfabetísmo funcional. Conjugação verbal correta é o minimo que se espera.
Enfim, terei meu voto baseado em todas as minhas impressões das três empresas que irão ao segundo turno.
A A1, já tem sua lista de prós e contras, agora farei uam com relação à Kello, e depois ainda tenho a Consoli para conhecer. Uma vez mais que fique claro que meu voto é baseado, pensado, analizado e depois de decidir ainda conversarei com minha turma. Quando irei então expor tais listas de prós e contras. Afinal como já mencionei, não colocarei em risco a formatura deles em risco para meu favorecimento pessoal. Talvez esta seja outra batalha perdida. Mas uma vez mais terei minha consciencia tranquila.
Atenciosamente
Damaris
Presidente da comissão de formatura de Publicidade e Propaganda.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Só hoje

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Hoje me deu uma vontade danada de te contar sobre meu dia
contar que estou preocupada com a minha tia,
e que no BBB eu to quase torcendo pra Lia.

Hoje me deu saudade de fazer rima
rimas pobres, rimas finas,
eu ameixa, você tangerina.

Eu queria te contar dos bons modos que abandonei
Te contar que de ser paciente cansei
sei que eu ouviria, eu te avisei.

Hoje quiz te ouvir cantar,
pra letra da música te lembrar
como naquela noite, de frente para o mar.

Hoje nas ruas te procurei
pensei em te contar dos livros que comprei
ou de algo que quebrei...

Porque hoje não é um dia especial
nem aconteceu nada de anormal
lembrar de você começou com algo banal.

Só queria te explicar,
que ele, como a você eu nunca vou amar
Ele não tomou o seu lugar.

E essa vontade de voltar o tempo
eu sei, é essa mania minha de fazer remendo
igual a sua de não me ouvir quando estava lendo.

Hoje eu precisava ser cuidada
precisava que você endireitasse a minha estrada
hoje, eu precisava ouvir sua risada

Ainda assim, você não veio
E eu, digo que minha saudade, eu só um devaneio
que o toque da sua mão eu não anseio.

Afinal, deu tempo da lágrima secar,
e aquele anel só veio pra confirmar
que da vida, alguns rumos não se pode mudar.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Cartas que não se enviam

Então,
Querido Mark, não sei até que ponto sinto saudades de você, acho que no final você desaparecer da minha vida se transformou num alivio velado.
Velado por que você me pensava assim tão doce e meiga que assumir que cansei de você seria maldade.
Ou não, deveria mesmo ter assumido, assim você aprenderia que a vida não é esse conto de fadas de sunday school que você vive.
Não sei, acho que a vida te ensinará isso por outros meios.
Ou não, você já deveria mesmo ter aprendido.
Quando tudo acabou, foi mais como ter perdido um brinquedo caro, sabe querido, daqueles que se veem no dia das crianças, seus pais só lhe dão no natal, e mesmo assim são muitas as prestações que ficam pra pagar?
Era assim que eu me sentia a seu respeito.
Meu medo sempre foi passar a vida com esse carnê na bolsa.
Mas as prestações que eu nem paguei, hoje não precisam mais ser pagas. Ao menos ao que parece não por mim.
Olho suas fotos e penso que nós não daríamos certomesmo. Você precisava ser mais alto.
Ah, Mark querido, o reino de tão tão distante, estava ao alcance das nossas mãos, você percebeu?