domingo, 24 de maio de 2009

Foi bom te conhecer

Nesses meus poucos anos de vida já passei por muitos lugares, fiz vários colegas e alguns amigos.
Não tenho como hábito me prender as pessoas de uma forma que seja difícil de soltar. Afinal de contas, eu sempre acabo partindo, e não gosto de sentir dor.
As vezes eu queria um daqueles amigos que a gente tem desde pequeno, que brincava de bola na rua, que ia um na casa do outro, que fazia bagunça na sala de aula, que contava seus segredos, que adorava conversar e discutir, que andava sempre juntos na escola, que brigava por coisas inuteis, que ensinava um pouco de tudo.
Olho pra trás e vejo que havia uma pessoa diferente pra cada um desses momentos, e que fui deixando uma por uma.
Eu brincava de bola na rua com a Vanessa, e eu a deixei. Eu adorava ir na casa da Camila, e eu a deixei. Eu fazia bagunça na sala de aula com o Flávio, e eu o deixei. Eu contava meus segredos pra Marta, e eu a deixei. Eu adorava conversar e discutir com o João, e eu o deixei. Eu andava sempre junto com a Tallita, e eu a deixei. Eu brigava por coisas inuteis com a Camila, e eu a deixei. Eu aprendia muito com a Damaris ...
Mesmo assim, com tantas pessoas que não vejo mais, que sinto falta, eu gosto dessa minha vida de cigana. Não ter uma rotina e planos para um futuro distante. Gosto de lugares novos, pessoas novas, amores novos, sonhos novos.
E nessa vida incerta que aprendi a aproveitar cada momento, a deixar minha irritação só em pensamento, não perder tempo brigando, elogiar quando merecido e não deixar muita coisa pra amanhã. Também tive que aprender a não contar muito sobre mim, não expor meus medos e falhas ou os meus sonhos e desejos bobos.
Então, se eu não ligo e não me abro, não pense que é por que eu não gosto, sou metida, arrogante ou insensivel. Essa é só a minha forma de defesa, de não me machucar tanto quando partir.
Estou vendo a despedida chegando mais uma vez, e como é de praxe na minha vida não sei ao certo pra onde vou, com quem vou e o que farei. Mas estou pronta para o que vier, cheia de expectativas, curiosidades e temores.
Vou levar daqui, assim como levei dos outros muitos lugares, lições de vida, de cada um dos colegas uma marca e cada um dos amigos um lugar no coração.

12 comentários:

Maris Morgenstern disse...

eu te amarro no pé da cama

Bruninha disse...

hsuahushauhsuahsuahsuhaushuahshs

Maris Morgenstern disse...

olha nós temos um seguidor

Daniel Cittadella disse...

Sim! Vocês têm um seguidor.

rs

Daniel Cittadella disse...

Não esqueçam da minha coxinha...

Bruninha disse...

a história da coxinha é idéia da maris, não tenho nada a ver com isso. rs

Daniel Cittadella disse...

visitem meu Blog tb... e comentemm.. o endereço no meu perfil

Maris Morgenstern disse...

oh, eu noa achei o endereço...
mas deve ser pq eu sou loira

Daniel Cittadella disse...

www.devaneismo.blogspot.com

Maris Morgenstern disse...

achei

Professor Che disse...

Despedida é uma dor que não se quer. Quanta coisa linda você escreveu! Desconhecia essa sua sensibilidade e transparência! Interessante perceber como a convivência não leva necessariamente ao conhecimento. Pode reservar minutos do intervalo para conversarmos sobre poesia. Vamos convidar Clarice Lispector, ela ficaria encantada.
Parabéns.
Abraços.

joao disse...

Eita=]
aushaushaushasas
A gaúcha por mais que se mude muito, tem muita facilidade com as pessoas... E isso a torna especial, sendo que nunca vamos esquece-la, pq os momentos que agente vive, ficam guardados pra sempre nas lembranças, sejam estes duradouros ou passageiros, mas ficam^^
asuhaushasas
te adoro Gaúcha
:D